O deputado estadual catarinense Jessé Lopes (PL) saiu publicamente em defesa dos policiais militares envolvidos em uma abordagem registrada na madrugada de sábado em um posto de combustíveis de Braço do Norte, no Sul de Santa Catarina. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar criticou o que classificou como “perseguição” promovida por grupos de esquerda contra a atuação da Polícia Militar de Santa Catarina.
Segundo afirma Jessé, os vídeos que circularam nas redes mostram apenas recortes do ocorrido e não retratam o contexto completo da abordagem. Ele sustenta que a guarnição atuava após denúncia envolvendo tráfico de drogas e que, durante o procedimento, acabou sendo confrontada por pessoas que passaram a interferir diretamente na ação policial.
De acordo com o deputado, um homem que acompanhava a ocorrência teria provocado os policiais, elevado o tom e tentado intimidar a guarnição, inclusive com menções a vínculos pessoais. Diz Jesse que a situação evoluiu para resistência e desobediência, o que exigiu intervenção para controle do contato.
Sobre as imagens que mostram uma mulher caindo durante a abordagem, Jessé alega que não houve intenção de derrubá-la. Conforme relata, o policial tentou apenas imobilizá-la para algemação, após reiteradas ordens para que se afastasse do local e colocasse as mãos na cabeça. Segundo o deputado, a queda ocorreu no momento em que ela teria enrijecido o braço e resistido à condução.
Ainda conforme afirma Jessé, os envolvidos não seriam “pessoas comuns e tranquilas”, mas indivíduos com histórico recorrente de conflitos com a lei. O parlamentar menciona que o homem possui passagens por crimes como ameaça, lesão corporal, desobediência, direção perigosa, dano e vias de fato. Já a mulher, segundo ele, também acumula registros por ameaça, lesão corporal, dano, furto e coação no curso do processo.
Na avaliação do deputado, esse histórico ajuda a explicar por que situações de confronto com a polícia acabam se repetindo com os mesmos perfis. Diz Jesse que incidentes desse tipo “não acontecem com cidadãos que respeitam ordens legais”, mas com pessoas que resistem, provocam e tentam deslegitimar a atuação policial.
Jessé Lopes também criticou a repercussão do caso, afirmando que policiais estão sendo expostos e julgados com base em vídeos parciais. Para ele, há uma tentativa de transformar criminosos em vítimas e agentes da lei em vilões. Alega que esse tipo de narrativa desestimula o trabalho ostensivo e coloca em risco a segurança dos próprios policiais.
O deputado reforçou que o policial militar atua diariamente sob forte pressão, sendo cobrado quando age e também quando deixa de agir. Segundo ele, é injusto que profissionais sejam alvo de ataques públicos enquanto cumprem seu dever de garantir a ordem e a segurança da população.
A Polícia Militar de Santa Catarina informou que a ocorrência seguiu os protocolos operacionais e que os fatos serão analisados internamente, como prevê o regulamento da corporação. Jessé Lopes, por sua vez, afirmou que seguirá acompanhando o caso e prestando apoio aos policiais envolvidos, reiterando sua defesa da autoridade policial e da legalidade das abordagens.

