2º turno em SC? Pesquisa prevê Jorginho e João Rodrigues na disputa ao governo

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A pesquisa Neokemp divulgada nesta sexta-feira (26) não apenas apresenta números da disputa pelo Governo de Santa Catarina, mas ajuda a interpretar o momento político e os caminhos possíveis até a eleição. Os dados indicam liderança consistente do governador Jorginho Mello (PL), ao mesmo tempo em que desenham, com razoável clareza, um cenário de segundo turno em formação.

Nos dois cenários testados, Jorginho Mello (PL) aparece à frente. No primeiro, soma 41,3% das intenções de voto, uma diferença de mais de 20 pontos percentuais do segundo colocado. No segundo cenário, essa vantagem se amplia para 44,7%. Trata-se de um desempenho sólido para quem ocupa o cargo, indicando base eleitoral consolidada e reconhecimento estadual.

A disputa real começa logo atrás. É nesse espaço que se concentra a leitura mais estratégica da pesquisa. João Rodrigues (PSD) aparece de forma recorrente na segunda posição, variando entre 20,1% e 24%, dependendo do cenário. Mais do que o percentual isolado, o dado relevante é a estabilidade do desempenho, que o coloca como principal nome na corrida por uma vaga no segundo turno.

Esse desenho se fortalece quando se observa a fragmentação dos demais concorrentes. Décio Lima (PT), Adriano Silva (Novo), Carlito Merss (PT) e Afrânio Boppré (PSOL) aparecem com percentuais mais baixos e pulverizados, o que dificulta a construção de uma alternativa única capaz de ameaçar diretamente a segunda colocação neste momento.

Outro fator que sustenta a leitura de segundo turno é o volume de eleitores indecisos, brancos ou nulos, que varia entre cerca de 11% e 16% nos cenários apresentados. Esse contingente mantém a disputa aberta, mas tende historicamente a se redistribuir entre os nomes mais competitivos à medida que a campanha avança, reforçando a polarização.

O levantamento de rejeição adiciona uma camada importante à análise. Jorginho Mello apresenta rejeição de 21,9%, um índice significativo, mas compatível com quem governa e concentra críticas naturais do cargo. Já João Rodrigues registra 5,6%, o menor percentual entre todos os nomes testados, enquanto os demais candidatos apresentam rejeições bem mais elevadas. Esse dado não define resultado, mas indica quem encontra menos barreiras para crescer em um eventual segundo turno.

No conjunto, a pesquisa sugere um cenário relativamente claro na largada: liderança do governador e uma disputa aberta, porém delimitada, pela segunda vaga. Ainda não se trata de uma eleição decidida, mas os números apontam que o segundo turno deixou de ser apenas hipótese e passou a integrar o cálculo político de partidos, lideranças e pré-candidatos em Santa Catarina.

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