O homem de 41 anos acusado de sequestrar e matar a própria filha, a menina Hosana Esmeralda Silva Pegoraro, de apenas 1 ano e 9 meses, será submetido a júri popular no dia 10 de abril, uma sexta-feira, na comarca de Ponte Serrada, no Oeste catarinense.
O crime aconteceu no final de maio do ano passado. A criança foi encontrada morta no dia 26 de maio na localidade de linha Copinha, no interior do município de Vargeão, também no Oeste de Santa Catarina.
O réu responde por feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver. Na época, o responsável pelas investigações, o delegado Rodrigo Dantas, da Polícia Civil, confirmou que o homem confessou o crime.
Segundo o delegado, ao ser localizado, o pai não demonstrou qualquer reação emocional diante do que havia feito. Conforme Dantas, a criança ainda estava no local quando os policiais chegaram.
O caso teve início na noite de 25 de maio, quando a mãe da menina, uma jovem de 25 anos, acionou a Polícia Militar. Conforme a PM, a mulher relatou que o casal estava na casa de familiares do homem, no assentamento Santa Rosa I, no interior de Abelardo Luz, quando houve uma discussão. Após a briga, o pai teria pegado a criança e corrido em direção a uma área de mata, desaparecendo.
A Polícia Militar iniciou contato telefônico com o homem por volta das 23 horas. Conforme a PM, a negociação se estendeu até aproximadamente 1h15 da madrugada do dia 26, quando ele decidiu se entregar. O homem foi localizado em uma área de lavoura a cerca de três quilômetros da residência, já no município de Faxinal dos Guedes.
Segundo a Polícia Civil, antes de ser preso, o homem afirmou por telefone que havia enforcado a filha e que também tentou tirar a própria vida. Conforme o relato dele, o suposto motivo teria sido um alegado envolvimento da companheira com um integrante de uma facção criminosa que atua na região de Abelardo Luz.
Ainda segundo o delegado Rodrigo Dantas, após a morte da criança, o acusado relatou ter tentado suicídio três vezes utilizando uma peça de roupa, sem conseguir.
Conforme a Polícia Militar, o homem já possuía registros policiais anteriores por injúria, descumprimento de medida protetiva, ameaça, invasão de domicílio, posse irregular de arma de fogo e lesão corporal. O delegado confirmou que o relacionamento entre o casal era marcado por episódios de violência doméstica e crises recorrentes de ciúme.
O julgamento pelo Tribunal do Júri está agendado para o dia 10 de abril de 2026, em Ponte Serrada, no Oeste de Santa Catarina. O réu responde por feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver.
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