Serial killer “Fábio Picadinho” é condenado por matar o próprio pai em SC

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Mais de uma década depois do crime que chocou São Cristóvão do Sul, no Meio-Oeste catarinense, Fábio da Silva, conhecido como “Fábio Picadinho”, foi condenado a 12 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato do próprio pai. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri de Curitibanos, encerrando um dos casos mais complexos da região.

O crime e a confissão tardia

O homicídio aconteceu em 24 de março de 2013, dentro da casa da família. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Fábio atacou o pai com uma barra de ferro, atingindo principalmente a cabeça e o pescoço após uma discussão.

Na época, a mãe do acusado chegou a ser denunciada como autora do crime e enfrentou um júri popular. Durante o julgamento, porém, Fábio confessou em plenário que ele havia cometido o assassinato, assumindo a culpa e livrando a mãe da condenação. A partir disso, o caso foi reaberto e a investigação apontou o verdadeiro autor.

Decisão do júri

O Conselho de Sentença reconheceu que o réu agiu sob violenta emoção após provocação da vítima, mas manteve a qualificadora de meio cruel pelos golpes brutais. A pena foi fixada acima do mínimo legal, levando em conta os antecedentes criminais e a gravidade do ato, que desfez de forma irreparável o laço familiar.

Segundo a sentença, a mãe do réu sofreu graves abalos psicológicos e chegou a perder parte da memória em razão do trauma vivido.

Outros homicídios e fama de serial killer

Após o crime contra o pai, Fábio se mudou para Caçador, onde cometeu dois assassinatos entre 2015 e 2016, ambos marcados por extrema violência e esquartejamentos.

Em um dos casos, ele matou Clarisse Justino de Andrade, uma mulher em situação de prostituição, e registrou parte do ato com o próprio celular. O corpo só foi localizado semanas depois, após confissão do acusado. Em outro homicídio, a vítima foi Lucas Pereira, morto em circunstâncias semelhantes.

Pelos crimes, Fábio recebeu o apelido de “Fábio Picadinho” e foi condenado em 2018 a mais de 10 anos de prisão.

Encerramento de um ciclo

A nova condenação, proferida agora em 2025, encerra um ciclo de crimes que começou há mais de 12 anos. O juiz determinou a execução imediata da pena, embora o réu já estivesse preso por outros homicídios.

O magistrado destacou o impacto social do caso e a necessidade de resposta da Justiça diante da crueldade dos atos.

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