Carreta sem freios provoca engavetamento com 12 veículos e motorista é indiciado por tentativa de homicídio

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Um motorista de carreta foi indiciado por tentativa de homicídio com dolo eventual — quando se assume o risco de matar — após provocar um grave acidente envolvendo ao menos 12 veículos na Avenida Fernando Machado, em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O caso ocorreu no dia 30 de janeiro de 2026, nas proximidades do Shopping Pátio Chapecó, e deixou dez pessoas feridas. O condutor está preso preventivamente.

De acordo com a Polícia Civil, a carreta, com placas do Paraná, transportava madeira laminada e apresentava falhas mecânicas antes mesmo de chegar ao município. O veículo teria percorrido cerca de 20 quilômetros já com problemas, no trecho entre Xaxim e Cordilheira Alta.

Ainda segundo as investigações, o caminhão chegou a pegar fogo na região de Xaxim. As chamas foram controladas por populares e pelo Corpo de Bombeiros, mas, mesmo após o incidente e a constatação de falha grave no sistema de freios, o motorista decidiu continuar viagem.

Ao entrar na área urbana de Chapecó, a carreta não conseguiu parar e provocou sucessivas colisões traseiras com veículos que trafegavam no mesmo sentido da via. O impacto em cadeia envolveu pelo menos 12 automóveis.

A investigação aponta que o caminhão estava sem freios, circunstância que teria contribuído diretamente para o acidente. Para a polícia, ao optar por seguir dirigindo nessas condições, o condutor assumiu conscientemente o risco de causar mortes.

Em depoimento, o motorista apresentou uma versão diferente. Ele afirmou que havia parado próximo a uma agência da Caixa Econômica Federal e desligado o veículo, mas que a carreta teria começado a se movimentar sozinha. Segundo o relato, ele tentou religar o caminhão e retomar o controle, porém não conseguiu.

O inquérito foi conduzido pela Polícia Civil de Santa Catarina, sob responsabilidade do delegado Elder Arruda Chaves, e já foi concluído. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que deverá decidir se oferece denúncia à Justiça ou solicita novas diligências.

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