A Justiça da Argentina decidiu nesta quarta-feira (3) que cinco brasileiros condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 devem ser extraditados para o Brasil. Entre eles estão dois catarinenses. A decisão foi tomada em Buenos Aires pelo juiz Daniel Rafecas, do Tribunal Federal Criminal nº 3, e ainda poderá ser contestada pelos próprios envolvidos. A extradição, porém, só será concluída após avaliação do presidente argentino, Javier Milei.
Os brasileiros estão detidos em território argentino desde novembro de 2024. Eles buscaram refúgio ao chegar ao país, mas o pedido não avançou antes das prisões. As penas que receberam no Brasil variam de 13 a 17 anos de reclusão. A ordem de captura internacional foi solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com base nas condenações relativas aos atos registrados em Brasília.
A audiência que resultou na autorização de extradição ocorreu no complexo judicial de Comodoro Py. Os cinco réus foram levados ao local algemados e escoltados pelo Serviço Penitenciário Federal. A sessão contou com tradução simultânea e a presença de advogados contratados pela Advocacia-Geral da União para representar o Estado brasileiro. O pedido de entrega dos condenados foi formalizado por um promotor federal argentino. O julgamento só ocorreu após três adiamentos.
Entre os nomes incluídos na decisão estão os catarinenses Joel Borges Correa, de Tubarão, e Ana Paula de Souza, de Florianópolis. Joel foi preso dentro do Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro, onde produziu registros em vídeo e foto e enviou áudios relatando sua participação. Ana Paula também foi detida dentro do prédio e chegou a gravar um vídeo afirmando que os manifestantes pretendiam “tomar o poder de volta”.
Com eles, também aparecem na lista Joelton Gusmão de Oliveira, de Vitória da Conquista (BA); Rodrigo de Freitas Moro Ramalho, de Marília (SP); e Wellington Luiz Firmino, de Sorocaba (SP). Todos estiveram na audiência submetidos ao mesmo procedimento de identificação e custódia.

