A advogada flagrada tentando ingressar com equipamentos eletrônicos escondidos dentro de um frasco de creme dermatológico no Presídio Regional de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, notificou o Jornal Razão e exigiu a remoção de uma reportagem publicada nas redes sociais do veículo.
A profissional enviou uma notificação extrajudicial por mensagem, alegando que um vídeo divulgado pelo jornal utilizou “conteúdo originalmente publicado em seu perfil”, ainda que com “alteração de voz e borramento facial”. No texto, ela afirma que a permanência da publicação poderia “resultar em medidas judiciais”, incluindo pedido de “indenização por danos morais”.
Segundo a advogada, o conteúdo divulgado pelo jornal teria sido extraído de material publicado em seu perfil e reutilizado sem autorização. Ela também afirmou que a notificação teria caráter preventivo e solicitou a remoção do conteúdo dentro de prazo estipulado, sob pena de adoção de medidas judiciais.
Em resposta, o Jornal Razão informou que não removerá a reportagem, destacando que a publicação está amparada pelo direito constitucional à liberdade de imprensa. O veículo também afirmou que buscou contato com a advogada antes da publicação para oferecer espaço de contraponto.
“Te procuramos, oferecemos contraponto, você não quis responder. Na matéria, seu nome foi preservado, bem como o áudio editado.”
O jornal também destacou que o material citado pela advogada não foi retirado de perfil pessoal, mas sim de perfil profissional utilizado para divulgação de serviços jurídicos.
O caso que originou a reportagem ocorreu na terça-feira (10), quando policiais penais identificaram, durante revista no Presídio Regional de Chapecó, três smartwatches escondidos dentro de um frasco de creme dermatológico que seria entregue a um interno junto com produtos de higiene.
Conforme a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), a advogada foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Chapecó, e a ocorrência foi acompanhada por um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A polícia apura as circunstâncias da tentativa e a possível destinação dos equipamentos eletrônicos dentro da unidade prisional.

