Claudete dos Santos, moradora de Brusque, passou 11 anos cuidando da mãe, que era acamada e tinha muitos problemas de saúde. Quando a mãe faleceu, em 2021, Claudete ficou sem chão e começou a tomar antidepressivos. A virada veio de um gesto simples: sentada no sofá, olhou para a Bíblia e viu um rosário personalizado que havia ganhado.
Devota de Santa Rita de Cássia, Claudete decidiu fazer rosários com pétalas de rosas que seriam descartadas, reaproveitando o material para criar peças artesanais. “Pensei: vou fazer uns rosários para dar para alguém, para me sentir útil”, conta. Segundo ela, no dia em que confeccionou o primeiro rosário, em 2022, largou todos os antidepressivos e nunca mais voltou a tomar os medicamentos.
Claudete diz que sempre se considerou uma pessoa “mais bruta” e que não tinha delicadeza para trabalhos manuais. Hoje, cria peças que ela própria descreve como únicas e inéditas, todas feitas com oração a partir de pétalas que iriam para o lixo. “Cada continha dessa é uma rosa que ela está dando para Nossa Senhora”, explica sobre o significado que atribui ao trabalho.

A artesã de Brusque carrega pelo menos dois ou três rosários na bolsa todos os dias, porque sabe que vai encontrar alguém que precisa. “Você chega para um desconhecido, coloca um terço na mão, e às vezes a pessoa olha para você e diz: meu, você não sabe como eu estava precisando disso”, relata.
Além de doar, Claudete Santos também vende os rosários artesanais pelo seu perfil no Instagram, o @claudetedos257. Para ela, cada terço entregue é uma missão. Ela define a prática como seu modo de evangelizar e afirma que o dom que recebeu é “para a vida inteira”.

