A manhã da última quarta-feira (15) marcou a retirada da Arca do Centenário, também chamada de Cápsula do Tempo, na Praça Ângelo Piazera, em Jaraguá do Sul.
O ato integra a programação dos 150 anos do município e reuniu centenas de pessoas, entre autoridades, representantes de entidades, alunos da rede municipal e moradores.
A arca havia sido enterrada em 1976, durante as comemorações dos 100 anos da cidade, com o objetivo de guardar registros daquele período para uma geração futura.
O resgate aconteceu em frente ao busto de Emílio Carlos Jourdan, fundador de Jaraguá do Sul.
A caixa de metal, com peso estimado em cerca de 100 quilos, foi içada por volta das 10h sob o olhar do público. Entre os presentes estava Dona Ursula Muller, Miss Centenário, que acompanhou o momento com expectativa. “Acho que tem registro meu aí dentro”, disse.
A cápsula não foi aberta no local. Conforme a Comissão de Memória e Repertório dos 150 anos, o procedimento exige cuidados técnicos para evitar danos ao conteúdo, que ficou enterrado por 50 anos. “Ela precisa se acostumar com a temperatura do ambiente, para depois ser aberta com segurança”, afirmou Silvia Kitta, integrante da equipe técnica. A abertura ocorrerá em ambiente controlado, em data a ser divulgada.
Durante o ato, o prefeito citou o edital “Cartas ao amanhã: o legado dos 150 anos”, que selecionará mensagens escritas pelos jaraguaenses para compor uma nova cápsula, a ser aberta em 2076. Detalhes do edital serão divulgados posteriormente.
O presidente da Comissão dos 150 anos, Luis Hufenüssler Leigue, destacou o simbolismo do gesto. “Nós estamos diante de uma ponte. Uma ponte entre o que fomos, o que somos e o que decidiremos ser”, disse. Até a última atualização, a arca seguia sob os cuidados da equipe técnica, que definirá o cronograma da abertura e da divulgação dos registros encontrados.

