Um cirurgião odontológico de Santa Catarina já realizou mais de 300 procedimentos gratuitos de reconstrução facial por meio do Projeto Leozinho. Segundo Raulino Brasil, o projeto nasceu de uma promessa pessoal feita enquanto seus filhos, nascidos prematuros com 25 semanas, estavam internados em uma UTI neonatal.
Conforme ele, o compromisso inicial era realizar uma ou duas cirurgias gratuitas por mês para pessoas sem condições financeiras de arcar com o procedimento. O ritmo atual, segundo Raulino Brasil, já chega a duas cirurgias por dia, com uma média de mais de 100 procedimentos por ano.
O nome do projeto é uma homenagem ao primeiro paciente operado gratuitamente, Leonardo, que tinha uma deformidade significativa na face. Após a cirurgia, Leonardo conseguiu tirar a carteira de motorista, algo que a condição anterior impedia. A partir desse caso, Raulino batizou a iniciativa de Projeto Leozinho.
De acordo com o cirurgião, o projeto atende pacientes de diversas regiões e já recebeu casos do exterior. A especialidade é cirurgia plástica reconstrutiva da face, voltada a pacientes com deformidades que comprometem a funcionalidade e a vida social.
O caso que mais marcou a trajetória do projeto, segundo Raulino Brasil, foi o de Mariana, uma criança com síndrome de Down e neurofibromatose, condição que afetava a região dos olhos e da pálpebra. A cirurgia foi considerada complexa pelo médico por envolver estruturas delicadas próximas à visão. Após o procedimento, conforme relato da mãe enviado ao cirurgião, a menina passou a enxergar, começou a correr e a subir escadas sozinha. “Agora é muita informação para ela”, relatou Raulino, explicando que a agitação da criança após a cirurgia se devia justamente ao fato de estar enxergando o mundo ao redor pela primeira vez com clareza.

Quem precisa de cirurgia de reconstrução facial e não tem condições de pagar pode buscar informações sobre o Projeto Leozinho pelo perfil do médico @raulinobrasil no Instagram. Até a última atualização, o projeto seguia com atendimentos regulares e já ultrapassava a marca de 300 procedimentos realizados gratuitamente.
*Errata: O doutor Raulino Brasil é formado em odontologia e não é médico como mencionado na reportagem em vídeo.

