Carlo Ancelotti irá adicionar a Copa do Mundo ao seu impressionante currículo?

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Carlo Ancelotti já é um grande treinador. Com títulos em todas as cinco principais divisões da Europa e um recorde de quatro troféus da Liga dos Campeões da UEFA, seu lugar na história do futebol está garantido. No entanto, apesar de todo o seu sucesso nacional e continental, ainda falta um prêmio: a Copa do Mundo da FIFA.

Até agora, isso tem estado simplesmente fora de alcance. Ancelotti nunca treinou a nível internacional, tornando a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá sua primeira chance real de adicionar o troféu mais cobiçado do futebol ao seu impressionante currículo. A questão é: ele conseguirá com o Brasil?

Um legado sem igual

A carreira de Ancelotti como técnico se estende por mais de duas décadas e é marcada pelo sucesso no mais alto nível. Ele conquistou a Liga dos Campeões cinco vezes, um recorde, duas com o Milan e três com o Real Madrid, e comandou alguns dos times mais emblemáticos do futebol moderno. No entanto, o comando de uma seleção nacional é um desafio totalmente diferente.

Diferentemente do ritmo semanal do futebol de clubes, os treinadores internacionais precisam preparar seus times com tempo de contato limitado, lidar com a alta pressão dos torneios e navegar pela dinâmica política e cultural única que acompanha a representação de uma nação. O sucesso muitas vezes é determinado não apenas pela tática, mas também pelo temperamento, pela preparação e pelo timing.

Se alguém tem a calma, a experiência e as habilidades de gestão de pessoas para dominar esse ambiente, é o homem que chamam de “Don Carlo” — e é por isso que o Brasil agora vai para a Copa do Mundo entre os favoritos no jogo de aposta.

Os desafios do Brasil

Ancelotti assume uma seleção brasileira em transição. Desde a saída de Tite após a Copa do Mundo de 2022, a Seleção tem sido inconsistente e, às vezes, pouco convincente. A eliminação nas quartas de final da Copa América de 2024 e uma campanha difícil nas eliminatórias para a Copa do Mundo deixaram os torcedores inquietos e as expectativas altas.

O Brasil ainda conta com talentos de elite — Vinícius Júnior, Marquinhos, Raphinha e uma constante formação de novos talentos —, mas tem lutado para transformar essa promessa em resultados.

Falta a estrutura tática e a compostura emocional necessárias para prosperar no mais alto nível, que é exatamente o que Ancelotti oferece.

Flexibilidade tática

O maior ponto forte de Ancelotti é sua adaptabilidade. Ele não impõe uma filosofia rígida, mas adapta sua abordagem aos jogadores à sua disposição. Isso pode ser crucial para o Brasil, uma nação que valoriza a liberdade no ataque, mas exige mais equilíbrio e disciplina.

Ele também está acostumado a torneios, tendo conduzido clubes pelas fases eliminatórias ano após ano com notável consistência. Essa experiência pode ser útil para lidar com a natureza de alto risco das partidas da Copa do Mundo, onde um único tempo ruim pode acabar com a campanha.

Além disso, ele já tem um bom relacionamento com vários astros brasileiros, especialmente aqueles com quem trabalhou no Real Madrid. Essa familiaridade pode acelerar a coesão do Brasil sob sua liderança.

Será que ele vai conseguir?

O caminho para a glória na Copa do Mundo é longo e imprevisível. França, Argentina, Inglaterra e Espanha serão adversários difíceis em 2026. Mas se Ancelotti conseguir estabilizar a campanha do Brasil nas eliminatórias e formar um time coeso e confiante, a Seleção chegará à América do Norte como uma verdadeira candidata ao título.

Para Ancelotti, ganhar a Copa do Mundo não seria apenas o coroamento de sua carreira, mas também consolidaria seu lugar na imortalidade do futebol. Ele já é o técnico de clubes mais bem-sucedido de sua geração. Acrescente uma Copa do Mundo a esse currículo e poderemos estar falando do maior de todos os tempos.

Por enquanto, seu foco estará nas próximas eliminatórias do Brasil para a Copa do Mundo e, talvez, em acompanhar de perto a Copa Libertadores para ver se consegue descobrir algum talento desconhecido, já que os times brasileiros costumam ser os favoritos nas apostas da Libertadores na Betfair.

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