90,3% dos catarinenses se consideram felizes vivendo em Santa Catarina, segundo um estudo inédito apresentado na segunda-feira (11) no salão do Majestic Palace Hotel, em Florianópolis. O levantamento, realizado pelo IPO (Instituto Pesquisas de Opinião) e divulgado pela Critério Resultado em Opinião Pública, ouviu 628 pessoas presencialmente entre maio e junho, em 34 municípios de sete regiões do estado.
Família como principal pilar
O maior fator de felicidade identificado foi a base familiar. Entrevistados destacaram a família como motivo central de satisfação. Como resumiu um participante: “Minha família é minha base, é ela que me motiva a dar o meu melhor”. Outro completou: “Sem o apoio da família não tem como prosperar, não teria motivação. Eles me dão a motivação certa, não me colocam para baixo, me incentivam”.
Diferenças regionais
A Serra Catarinense registrou o maior índice de felicidade, com 95,4% dos moradores declarando-se felizes. No Oeste, o estudo apontou o menor percentual, de 84,5%.

Trabalho e satisfação pessoal
Além da família, o trabalho também apareceu como elemento decisivo. Uma entrevistada relatou: “Estou trabalhando, estou com saúde, a maior parte da minha família está aqui e os que não estão já estão vindo”. Outra afirmou: “O emprego porque eu trabalho com o que eu gosto. Estou muito satisfeita com o que eu faço. A minha família é o meu pilar, minha base. Meus pais me deram a melhor educação possível que eles poderiam e meus irmãos são tudo o que eu tenho”.
Quem são os satisfeitos
O estudo classifica como “satisfeitos” as pessoas com visão positiva do presente e que projetam melhorias e crescimento pessoal. Em 67,8% dos casos, a influência de família e amigos foi apontada como determinante para a felicidade.
Desejo de permanecer em SC
Questionados sobre o futuro, 90,8% dos entrevistados disseram querer continuar morando em Santa Catarina. Entre os que cogitam sair, a maioria sonha em mudar para outros países, e não para outro estado brasileiro.
Três perfis predominantes
Segundo Giuliano Thaddeu, sócio-diretor da Critério em SC, emergem três perfis entre os catarinenses: os protetores, que desejam avançar preservando; o viajante da manhã, otimista e atento a pontos de evolução; e o visionário, que busca mudanças mais profundas.

