Mais de uma década após ser encontrada, uma ossada humana localizada em Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis, teve a identidade confirmada pela Polícia Científica de Santa Catarina. A identificação foi divulgada recentemente, em 2026, após o cruzamento de dados genéticos no banco estadual.
O material foi localizado em julho de 2011, no Morro das Três Voltas, já em avançado estado de decomposição. Na época, não foi possível reconhecer a vítima devido às condições do corpo.
Após a descoberta, a ossada foi recolhida para análise pericial. Os exames realizados permitiram a extração do perfil genético, que foi posteriormente inserido no Banco de Perfis Genéticos, sistema que integra o programa PCI Conecta, voltado à identificação de pessoas desaparecidas e de indivíduos sem identificação.
A confirmação da identidade só foi possível anos depois, quando um filho de uma pessoa desaparecida procurou as autoridades e realizou a doação de material genético. Com isso, houve o cruzamento das informações no banco de dados, resultando na identificação positiva da vítima.
Segundo a Polícia Científica, a colaboração de familiares é fundamental para esse tipo de trabalho. A coleta de DNA é gratuita, indolor e pode ser agendada diretamente no site do órgão, sendo considerada uma das principais ferramentas para a resolução de casos antigos.
O caso reforça a importância do banco genético na elucidação de desaparecimentos, mesmo após longos períodos, permitindo dar respostas a famílias que aguardam por informações há anos.
