Claudia Pires, moradora da Armação do Pântano do Sul, em Florianópolis, recebeu alta do Hospital Baía Sul após 27 dias de isolamento total — desfecho de uma jornada de quase sete meses contra a Leucemia Linfoide Aguda, diagnosticada no final de setembro de 2025.
Segundo relato da família publicado nas redes sociais, o diagnóstico chegou de forma inesperada e o tratamento começou rápido. Logo no início de outubro, Claudia já enfrentava as primeiras sessões de quimioterapia.
O percurso foi marcado por internações repetidas e uma cirurgia na cabeça, necessária após um sangramento provocado pelos próprios medicamentos.
A virada aconteceu com os exames de compatibilidade para o transplante de medula óssea. Conforme o relato familiar, um irmão e as duas filhas de Claudia se mostraram compatíveis. A equipe médica optou pela filha Natallia Pires como doadora, por ser a mais jovem entre os compatíveis.
A internação para o procedimento começou no dia 18 de março, com novas rodadas de quimioterapia para preparar o organismo. No dia 25 de março, Natallia fez a doação. Dois dias depois, Claudia recebeu a medula. A confirmação de que o corpo havia aceitado o transplante — chamada de “pega da medula” — veio no dia 10 de abril.
Na saída do hospital, segundo a família, o pedido feito dentro do carro foi simples: “A Medula Pegou… Buzine!”. A resposta veio em forma de buzinas ao longo do caminho de volta para casa.

