Em meio às paisagens paradisíacas do litoral catarinense, um personagem chama atenção pela forma como escolheu viver, longe do concreto, perto da natureza e do mar.
Natural de Porto Alegre, Vilmar Godinho vive há 36 anos em uma caverna formada por duas grandes rochas, no chamado Vale da Utopia, entre as praias da Guarda do Embaú e Pinheira, em Palhoça, a cerca de 50 km de Florianópolis.
Conhecido como “Guardião do Vale”, ele conta que tudo começou de forma simples, durante um verão de 1990, quando foi passar uns dias na praia da Pinheira e ficou.

Vilmar trocou a vida urbana por uma rotina simples, em meio à natureza preservada do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, uma das maiores áreas de conservação ambiental de Santa Catarina.
Mas a escolha de viver fora dos padrões também trouxe consequências.
Em 2016, a permanência de Vilmar no local virou alvo de uma disputa judicial. A decisão determinava a desocupação da área, com multa diária de R$ 500 em caso de descumprimento.

A medida gerou forte reação popular.
Amigos, moradores e apoiadores iniciaram a campanha “Deixem o Vilmar em paz”, que ganhou repercussão nas redes sociais e levantou debate sobre o impacto ou a ausência dele e do estilo de vida do “Guardião” no meio ambiente.
Mesmo vivendo em uma caverna, ele mantém presença no mundo digital. Em suas redes sociais, já rebateu as acusações de exploração de recursos naturais da reserva.

