Durante o recreio na Escola Duque de Caxias, em Itajaí, um momento de amor, empatia e inclusão emocionou alunos, professores e quem acompanhou a cena.
José, um aluno cadeirante, observava atentamente os colegas brincando de pular corda. No rosto, aquele sorriso tímido… e no olhar, uma vontade enorme de participar.
A diretora da escola, Paula da Rocha, percebeu a cena. Chegou perto e perguntou:
“José, quer brincar também?”
A resposta veio na mesma hora, acompanhada de um sorriso que não deixa dúvidas:
“Quero!”
Foi aí que o professor regente da turma 501 não pensou duas vezes. Pegou José no colo… e juntos, começaram a pular corda.
A alegria estampada no rosto do menino contagiou todos que estavam por ali. O que parecia ser apenas uma brincadeira, se transformou em um verdadeiro ato de amor, cuidado e respeito.
De acordo com a diretora, a escola trabalha diariamente com o compromisso de oferecer uma educação inclusiva, acolhendo com amor e respeito todas as crianças — sejam elas com deficiência, transtornos de aprendizagem ou qualquer outra necessidade.
“Na Escola Duque de Caxias, acreditamos que a inclusão acontece nos pequenos gestos do dia a dia”, destacou Paula.
Ela também lembrou que, além do José, a escola conta com outros alunos que participam ativamente de todas as atividades, como o Iago, que tem síndrome de Down e está sempre presente, com entusiasmo e alegria, em tudo o que acontece na escola.
O propósito, segundo ela, é garantir que todos os alunos se sintam valorizados, capazes e, principalmente, incluídos.
“Cada criança tem o direito de viver plenamente sua infância e realizar, mesmo que aos poucos, seus sonhos”, reforçou a diretora.
O vídeo do momento viralizou entre os pais, alunos e na comunidade escolar. Afinal, não é só sobre pular corda. É sobre quebrar barreiras, construir pontes e mostrar que toda criança merece viver, brincar e ser feliz.
Aqui, inclusão não é discurso. É atitude. É amor em movimento.
