Uma denúncia feita por um pai trouxe à tona, nesta semana, a possível agressão de uma criança dentro do Centro Municipal de Educação Infantil Padre Rossi, localizado no Centro de Nova Trento, em Santa Catarina.
Segundo o relato do responsável, ele chegou ao local e, ao abrir a porta da sala de aula, flagrou a monitora do CMEI “chacoalhando a criança com força”. A situação gerou discussão na unidade, e o homem buscou imediatamente apoio na Secretaria de Educação.
Acompanhado por uma funcionária, ele retornou ao local para identificar a profissional. O boletim de ocorrência, no entanto, só foi registrado na sexta-feira, por conta de indisponibilidade nos sistemas das forças policiais. Já na segunda-feira, a criança, de dois anos e sete meses, foi levada para exame de corpo de delito na unidade da Polícia Científica, em Brusque.
Reencontro com a monitora gera indignação
Apesar da denúncia, os responsáveis ficaram surpresos ao levar a criança novamente à creche na terça-feira (27) e encontrarem a mesma monitora no local. Conforme relataram, haviam sido informados de que ela seria afastada. Diante disso, a criança foi transferida para outra turma.
Outros pais relatam episódios semelhantes
Com a exposição do caso, outros responsáveis também passaram a relatar situações de possível violência dentro da unidade. Alguns afirmam que seus filhos já haviam mencionado ofensas e xingamentos, como serem chamados de “burros” dentro da sala de aula.
Falta de câmeras de segurança preocupa responsáveis
Os pais também apontam a ausência de videomonitoramento no prédio atual do CMEI como uma das principais preocupações. Segundo eles, a estrutura provisória da creche possuía câmeras de segurança, mas após a reforma do prédio principal, os equipamentos não foram reinstalados.
Eles afirmam que a prefeitura chegou a realizar um processo licitatório para instalação das câmeras, mas a implementação não saiu do papel.
Prefeitura se manifesta e promete investigação
Na manhã de quarta-feira (28), a Prefeitura de Nova Trento publicou uma nota oficial afirmando que uma sindicância interna foi instaurada para apurar os relatos. “A Administração Municipal repudia veementemente todo e qualquer ato de violência cometido, reafirmando seu compromisso com a proteção e o bem-estar das crianças atendidas”, diz o comunicado.
A nota também reforça que, caso a apuração confirme qualquer irregularidade, medidas serão adotadas com “imparcialidade e seriedade”. Com informações Olho Vivo Can.
