Um bebê de apenas 1 ano e 3 meses sofreu queimaduras nas mãos enquanto estava em um centro municipal de educação infantil. O caso gerou revolta entre familiares, que afirmam se sentir desamparados após o ocorrido.
O episódio aconteceu na segunda-feira (2) no CMEI Mundo Encantado, localizado no bairro Majorca. Segundo relatos da família, o pequeno Breno teria encostado em uma parede de uma sala modular da unidade, que estaria com temperatura muito elevada.
O contato com a superfície teria provocado bolhas nas palmas das mãos e nas pontas dos dedos da criança, caracterizando queimaduras consideradas graves.
Após o incidente, o pai foi chamado pela unidade e levou o filho imediatamente para atendimento médico na UPA. Devido à gravidade das lesões, o médico responsável acionou a Polícia Militar, que registrou um boletim de ocorrência.
Nas redes sociais, a avó do menino, Adriana Silva, publicou um desabafo emocionado relatando a dor da família. Segundo ela, além do sofrimento causado pelas queimaduras, o que mais machuca é a falta de contato ou visita de representantes da creche ou da prefeitura após o acidente.
De acordo com informações da rede municipal, salas modulares como a utilizada na unidade são adotadas há cerca de cinco anos em diversas escolas do município, sem registros anteriores de situações semelhantes.
A Secretaria de Educação, por meio da secretária Adriane Guimarães, informou que está em diálogo com o pai da criança e que pretende realizar uma visita presencial à família nesta quinta-feira (5).
A pasta também comunicou que o fabricante das estruturas modulares foi acionado para verificar o que poderia ter causado o superaquecimento da parede.
A Polícia Civil confirmou que tomou conhecimento da ocorrência e realiza diligências para esclarecer o caso e apurar se houve responsabilidade de alguém no incidente. A ocorrência foi registrada inicialmente como lesão corporal culposa.
Em nota, a Prefeitura afirmou que está realizando testes técnicos no local e que uma conclusão definitiva sobre o caso deverá ocorrer após o andamento das investigações e a finalização do inquérito. O município também declarou solidariedade à família da criança.
A empresa responsável pela instalação das salas modulares deverá ser formalmente notificada para apresentar um parecer técnico atualizado sobre o material e as condições da estrutura.

