A desculpa bizarra de Jorginho após exonerações na Cultura de SC

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Na noite de sexta-feira (15), o cenário político-cultural de Santa Catarina foi agitado pela notícia da exoneração de Rafael Nogueira, presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC). Contudo, essa decisão foi rapidamente retratada pelo Governo do Estado como um mero “erro de digitação”.

Segundo a equipe do governador Jorginho Mello (PL), a exoneração foi um equívoco no momento de editar o diário oficial. Nogueira, ao ser questionado, expressou sua surpresa, enfatizando a ausência de eventos significativos que antecipassem tal medida.

Paralelamente, alterações significativas foram observadas na estrutura da FCC. Sérgio Ricardo Fraga Costa foi demitido da assessoria de gabinete, enquanto Ana Candida Martinelli Neves assumiu como gerente de capacitação e formação cultural, um cargo anteriormente ocupado por Priscilla Galvão e que oferece um salário bruto de R$ 9.586,56.

Diversos outros cargos sofreram substituições ou permaneceram sem indicação de novos nomes, incluindo posições de assistente de gabinete, coordenador de controle interno e ouvidoria, e secretário do Conselho Estadual de Cultura.

Em meio a essas movimentações, a exoneração de Ana Lígia Becker, diretora de audiovisual com nove anos de atuação, gerou desconfiança na comunidade artística. Há suspeitas de que sua saída – e do próprio Rafael – seja uma retaliação devido a um episódio envolvendo uma faixa de boas-vindas em um festival de cinema LGBTIA+.

Apesar de inicialmente removida a pedido do presidente, a faixa foi restabelecida após decisão judicial.

Ana Lígia, vista como um quadro técnico e com apoio dos produtores culturais, serviu sob diversos governos, contribuindo significativamente para o fomento da indústria audiovisual catarinense. Sua exoneração, além de outras oito de cargos de chefia na FCC, coloca em xeque a gestão cultural do estado.

O Santacine, Sindicato da Indústria Audiovisual de Santa Catarina, manifestou profunda preocupação com a exoneração de Becker, destacando seu papel crucial no desenvolvimento do setor audiovisual e na gestão dos editais de cinema. O sindicato apela por esclarecimentos e teme retrocessos que possam prejudicar a indústria da Cultura.

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