“Ele só queria limpar o quintal”: Bombeiro de Itapema morre após infecção causada por picada de aranha

Share

O bombeiro comunitário João Paulo Floriani, de 36 anos, morreu neste sábado (14), após lutar por semanas contra complicações causadas por uma picada de aranha. Morador de Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, ele estava internado na UTI do Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, com infecção generalizada e falência de múltiplos órgãos.

João Paulo atuava como voluntário desde 2016 e era conhecido pelo trabalho prestado à comunidade. Segundo familiares, a complicação teve início após uma segunda picada de aranha, ocorrida em abril, enquanto ele limpava o quintal de casa.

No primeiro episódio, em março, ele havia sido picado no pé, mas se recuperou sem maiores problemas. Já a segunda picada, na mão, levou ao surgimento de necrose, pus e inflamação severa. Após uma drenagem, o quadro piorou.

Infecção generalizada e luta pela vida
De acordo com os médicos, o veneno da aranha — possivelmente da espécie marrom — combinado com uma bactéria já presente no organismo, desencadeou uma grave infecção. A bactéria se espalhou pela corrente sanguínea, comprometendo os pulmões, rins e cérebro.

Nas últimas semanas, a equipe médica enfrentava dificuldades para conter o avanço da infecção, principalmente nas vias respiratórias. A situação de João Paulo era considerada irreversível desde os primeiros dias de internação.

Aranha marrom: discreta e perigosa
A suspeita recai sobre a aranha marrom (Loxosceles), comum em Santa Catarina e famosa pela sua letalidade discreta. Pequena e silenciosa, ela se esconde em frestas, roupas e objetos guardados. Suas picadas costumam ser indolores no início, mas podem provocar necrose e infecções severas.

O caso reforça a importância de cuidados simples em casa, como revisar calçados, luvas e roupas antes de usar, além de manter os ambientes limpos e sem acúmulo de entulhos.

Read more

Mais notícias da região