Na madrugada sexta-feira (09), o prefeito de Itapoá, Marlon Roberto Neuber, foi preso na megaoperação “Mensageiro” para apurar suspeita de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo em diversas regiões de Santa Catarina.
A operação foi deflagrada pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), na terça-feira (06).
O prefeito de Pescaria Brava, Deyvison Souza (MDB), foi preso preventivamente na terça-feira (6), em Brasília, durante uma viagem oficial. De acordo com Pierre Vanderlinde, advogado do prefeito, a defesa ainda não teve acesso à investigação e Souza permanece detido em Brasília. A Prefeitura de Pescaria Brava foi procurada e até o momento não se manifestou sobre a prisão.
Até o momento, a Operação Mensageiro cumpriu 16 mandados de prisão e 109 mandados de busca e apreensão. Foram mais de R$ 1,3 milhão de reais apreendidos em espécie, localizados nas residências e nos locais de trabalho dos alvos investigados.
Também foram recolhidos para perícia 58 computadores, 85 aparelhos de telefone celular e 140 mídias eletrônicas. Os bens de 25 empresas e 11 pessoas físicas foram bloqueados por ordem do TJSC em mais de R$ 282 milhões.
A prisão do investigado foi realizada às 3h20 minutos no pedágio de Garuva após monitoramento realizado pelas pelas equipes do GAECO Ministério Público do Paraná (MPPR) e MPSC com o acompanhamento do GEAC e apoios da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o apoio da Secretaria de Estado de Administração Prisional (SAP). Participaram da ação nove agentes do GAECO do MPPR e sete agentes do GAECO do MPSC.



