URGENTE: Criança atropelada em patinete elétrico em Tijucas é internada em estado grave; VEJA VÍDEO

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Uma menina de apenas seis anos foi atropelada enquanto andava de patinete elétrico no Centro de Tijucas, em Santa Catarina. O acidente aconteceu na manhã desta sexta-feira (30) no cruzamento entre a Rua José Steil e a Rua 13 de Novembro, em uma área de grande circulação.

Segundo relatos de testemunhas e familiares, a criança estava acompanhada de outro adolescente, seu irmão, de 14 anos, quando uma caminhonete a atingiu. O impacto foi tão severo que provocou uma fratura exposta na perna da menina. O osso perfurou a pele e atingiu a veia femoral, o que coloca a vítima em risco de vida.

Ela foi encaminhada para o hospital infantil, onde segue internada. A equipe médica optou por adiar a cirurgia devido à gravidade da lesão e ao risco de hemorragia. De acordo com familiares, os médicos precisam estabilizar o quadro antes de qualquer procedimento invasivo.

O que mais revoltou os moradores foi a atitude do motorista. Conforme relatos, o condutor chegou a retornar ao local após o atropelamento, mas, ao perceber a gravidade da situação, fugiu sem prestar socorro. A Polícia Militar foi acionada e investiga o caso. Até o momento, o responsável ainda não foi identificado.

Patinetes e bicicletas elétricas entram no centro do debate

O acidente levanta uma discussão urgente sobre o uso indevido de patinetes e bicicletas elétricas, especialmente por crianças. Em Tijucas, essa preocupação já chegou ao poder público.

O Projeto de Lei nº 2545/2025, enviado à Câmara pelo prefeito Maickon Sgrott, estabelece uma série de normas para disciplinar o uso de bicicletas elétricas, ciclomotores e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos nas vias urbanas da cidade.

A proposta, que já tramita com apoio dos vereadores Renato Laurindo Júnior, Júlio Cesar Bucoski e Fabiano Morfelle, visa principalmente a prevenção de acidentes e a proteção de usuários e pedestres. O texto proíbe que menores de 16 anos conduzam esses equipamentos, medida que vem ao encontro do episódio envolvendo a menina atropelada.

Além disso, a proposta determina que todos os condutores devem usar capacete, mesmo em trajetos curtos, e portar itens obrigatórios como espelhos retrovisores, sinalização noturna, campainha e pneus em boas condições. O objetivo é evitar situações de risco como colisões, quedas ou atropelamentos.

Outro ponto importante é a mudança no uso das ciclovias. O projeto original previa a expressão “preferencialmente utilizar ciclovias”, mas a emenda proposta por Renato, Júlio e Fabiano defende a mudança por “deverão utilizar ciclovias”, reforçando a obrigatoriedade de circular nesses espaços sempre que disponíveis.

Também será proibida a circulação desses equipamentos em calçadas, faixas de pedestres, passeios e áreas destinadas exclusivamente ao trânsito de pessoas. Caso o condutor precise transitar por locais assim, será obrigado a desmontar do veículo e empurrá-lo, como pedestre.

A proposta ainda regulamenta a velocidade:
• Máximo de 6 km/h em calçadas (quando permitido),
• Até 20 km/h em ciclovias e ciclofaixas,
• E 32 km/h nas vias urbanas.

A regulamentação prevê inclusive critérios para estacionamento, exploração comercial e até fiscalização e penalidades. O descumprimento das regras pode resultar em advertência, multa ou até apreensão do veículo, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro.

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