Desde 2025, a Polícia Penal de Santa Catarina passou a atuar diretamente na Central Integrada de Atendimento a Emergências, um dos principais centros de decisão da segurança pública no estado. A presença da corporação nesse ambiente estratégico representa um avanço importante na integração entre forças de segurança e no combate a crimes, principalmente nos casos de violência doméstica e sexual.
No mesmo espaço, trabalham de forma conjunta instituições como a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o SAMU, permitindo respostas mais rápidas e coordenadas em situações de risco. Com a entrada da Polícia Penal, o sistema ganhou reforço no monitoramento de pessoas que utilizam tornozeleira eletrônica e estão sob medidas judiciais.
Na prática, quando um monitorado invade uma área proibida, como se aproximar da vítima, o alerta é imediato. O policial penal faz o primeiro contato e determina que ele deixe o local. Caso a ordem não seja cumprida, a integração com a Polícia Militar de Santa Catarina permite o envio rápido de uma viatura para atendimento da ocorrência.
Essa atuação conjunta reduz significativamente o tempo de resposta e aumenta a proteção das vítimas. Se confirmada a violação, o caso é tratado como descumprimento de medida judicial, podendo resultar na condução do suspeito à delegacia.
Em apenas sete meses de atuação, mais de 800 ocorrências já exigiram intervenção, com média de quase quatro violações por dia. Os números evidenciam a importância do trabalho integrado.
Centenas de casos em SC
Atualmente, a Unidade de Monitoramento Eletrônico acompanha centenas de casos relacionados à violência contra a mulher, sendo mais de 560 monitorados por violência doméstica e cerca de 90 por crimes de natureza sexual.
A secretária de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, destaca que a iniciativa fortalece a rede de proteção. Segundo ela, a presença da Polícia Penal na central garante mais agilidade no cumprimento das decisões judiciais e amplia a segurança das vítimas.
A medida também integra ações do programa Catarinas Por Elas, que busca intensificar o combate à violência contra a mulher no estado.
Mais do que uma mudança operacional, a atuação da Polícia Penal na Central de Emergências representa um novo modelo de segurança pública, baseado na integração, na tecnologia e na resposta rápida para proteger quem mais precisa.
