Cadelinha que ingeriu 55 pedras de crack recebe alta, volta a Joinville e será adotada por policial

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A cadelinha que ganhou repercussão nacional após ingerir 55 pedras de crack recebeu alta médica, retornou para Joinville, no Norte de Santa Catarina, neste domingo (3), e deverá ser adotada por um policial que participou da ocorrência. O animal, um filhote de cerca de três meses da raça bulldogue francês, estava internado em uma clínica veterinária em Curitiba (PR) desde abril, após ser submetido a uma cirurgia de emergência.

A liberação para viagem só ocorreu depois da estabilização do quadro clínico. Durante o período de internação, a cadelinha passou pela UTI veterinária e, em seguida, permaneceu em observação após apresentar complicações gastrointestinais.

Mesmo com a alta, o estado de saúde ainda exige atenção. Segundo os profissionais que acompanham o caso, o animal segue em tratamento intensivo para gastrite, colite e pancreatite. Além disso, será necessário o uso de medicação contínua por pelo menos quatro meses para evitar convulsões. A cadelinha também deve passar por sessões de fisioterapia por conta de sequelas causadas pela intoxicação.

A recuperação é considerada gradual, com necessidade de monitoramento constante.

No mesmo dia em que a cadelinha retornou à cidade, a mulher investigada por envolvimento no caso voltou a ser presa. A abordagem foi realizada pela Guarda Municipal na região central de Joinville. De acordo com as autoridades, ela utilizava tornozeleira eletrônica e foi flagrada com 33 porções de substância semelhante ao crack.

A suspeita já havia sido detida anteriormente, no início do caso, por tráfico de drogas e maus-tratos ao animal, mas acabou liberada pela Justiça. Na ocasião, houve o entendimento de que a quantidade apreendida, cerca de 12 gramas, não configurava tráfico. Desta vez, ela foi presa em flagrante e encaminhada à Central de Polícia.

O caso teve início no dia 17 de abril de 2026, quando a cadelinha foi levada em estado grave a uma clínica veterinária em Joinville, apresentando sinais severos de intoxicação. Durante o atendimento, o animal chegou a vomitar parte do material ingerido, e exames apontaram a presença de mais substâncias no organismo.

A cirurgia confirmou a ingestão de 55 pedras de crack. Após o procedimento, a cadelinha permaneceu internada em estado delicado, recebendo cuidados intensivos.

Veterinários também identificaram sinais de negligência, como ausência de vacinação e falta de vermifugação. O atendimento foi realizado por uma equipe especializada, que adotou medidas de estabilização emergencial, cirurgia e acompanhamento pós-operatório rigoroso. O animal ainda passou por microchipagem para identificação.

O caso segue em investigação e ainda tem desdobramentos nas esferas policial e judicial, enquanto a cadelinha continua sob acompanhamento veterinário.

Com informações de ND+

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