‘Não vão levar!’: homem ateia fogo para não ter carro guinchado no Vale do Rio Tijucas

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Um homem ateou fogo no próprio carro para impedir que o veículo fosse guinchado durante uma abordagem da Polícia Militar no pátio de um supermercado em São João Batista, no Vale do Rio Tijucas. O incêndio se alastrou em segundos por causa de óleo acumulado no assoalho e chegou a colocar em risco pessoas e veículos estacionados no local.

A abordagem

Conforme a Polícia Militar de Santa Catarina, a guarnição estava em patrulhamento quando visualizou o veículo em atitude suspeita nas imediações da rotatória de entrada da cidade. Ao perceber que seria abordado, o condutor tentou uma manobra evasiva e entrou rapidamente no pátio do supermercado Komprão, às margens da rodovia. Já dentro do estacionamento, os policiais constataram que o automóvel estava com o licenciamento irregular e iniciaram o procedimento administrativo para remoção por guincho. Durante a vistoria, foram localizados objetos potencialmente perigosos no interior do carro, entre eles uma faca e uma tesoura.

O fogo

Enquanto a guarnição seguia com os procedimentos, o condutor passou a retirar seus pertences de dentro do veículo. Em dado momento, de forma dissimulada, ele ateou fogo em uma esponja dentro do automóvel. Como o assoalho estava impregnado com óleo, as chamas se espalharam de maneira extremamente rápida. O fogo passou a oferecer risco iminente a quem estava no pátio e aos demais carros estacionados. O estabelecimento também sofreu danos: uma grade metálica do supermercado foi atingida.

A conduta, em tese, configura os crimes de incêndio, dano ao patrimônio e exposição da vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente, além de eventual desobediência, conforme registro da Polícia Militar de Santa Catarina.

A prisão

A guarnição adotou medidas para conter o risco e acionou o Corpo de Bombeiros Militar, que atuou no combate ao incêndio. O autor foi identificado, detido e cientificado de seus direitos constitucionais. Em seguida, foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. O caso segue em investigação.

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