A Receita Federal voltou a interceptar droga em carga de exportação em Santa Catarina, desta vez com um método de ocultação incomum.
Na manhã desta quarta-feira, 22 de abril, servidores da vigilância e repressão localizaram 13,4 quilos de cocaína no terminal portuário de Navegantes. O entorpecente estava dividido em 12 tabletes e tinha como destino o Porto de Las Palmas, na Espanha, rota já conhecida pelas autoridades.
Para tentar burlar a fiscalização, os criminosos esconderam a droga dentro da máquina evaporadora de um contêiner refrigerado, utilizado para transporte de carga perecível. O compartimento levava peito de frango, uma mercadoria lícita, usada como “cobertura” para despistar possíveis suspeitas.
Apesar da estratégia, o material foi identificado com o apoio de scanners de alta precisão e análise de risco, o que evitou até mesmo a abertura inicial do equipamento. A atuação integrada da equipe permitiu a localização exata da substância.
O destino da carga chama atenção. O Porto de Las Palmas tem aparecido com frequência em tentativas de envio de drogas à Europa. Em operações anteriores neste ano, cargas que saíram de Paranaguá, no Paraná, e tinham o mesmo destino somaram mais de 260 quilos de cocaína interceptados.
Com esta ocorrência, sobe para quatro o número de apreensões relevantes em portos de Santa Catarina apenas em 2026. Os registros recentes mostram a diversidade de métodos utilizados pelo tráfico:
Em março, foram retidos 69 quilos de cocaína. Já no início de abril, uma ação resultou na apreensão de 28 quilos. Dias depois, outra operação encontrou 1,6 tonelada da droga misturada a pellets de madeira. Agora, a nova tentativa envolveu a ocultação no sistema mecânico de refrigeração.
Após a apreensão, o material foi encaminhado à Polícia Federal, responsável por dar continuidade às investigações. O foco agora é identificar quem inseriu a droga na carga e qual a cadeia logística utilizada.
A Receita Federal reforça que esse tipo de fiscalização é essencial para combater o tráfico internacional e também para preservar a credibilidade das exportações brasileiras no mercado externo.
