Dois homens foram presos pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) em duas ações coordenadas no bairro Praça, em Tijucas, neste sábado (18), por tráfico de drogas e posse de arma de fogo de uso restrito.
Com a dupla, foram apreendidos cerca de 1 kg de maconha, 11 gramas de cocaína, uma pistola 9 mm com todas as numerações suprimidas, R$ 602 em espécie, uma máquina de cartão com 8 comprovantes de venda e um celular.
Inteligência de olho na casa em reforma
Conforme a PMSC, a operação foi conduzida pela Companhia de Choque em apoio à Agência de Inteligência do Batalhão de Choque, que investigava a existência de um depósito de armas e drogas no bairro. Os presos foram identificados como Cauan Machado, de 18 anos, e Alexsander Braga Morones, de 21 anos.
Durante o monitoramento, os agentes observaram Alexsander saindo de uma casa em reforma na Rua General Brito, deslocando-se até uma residência aparentemente abandonada na Rua São José e, em seguida, até a conveniência onde trabalha no turno da noite.
A biqueira no fundo da casa abandonada
A equipe entrou na residência da Rua São José, 132, que estava sem portão, sem energia elétrica, com janelas e portas totalmente abertas. Nos fundos, Cauan foi encontrado sentado em um sofá velho, com uma mesinha à frente, onde estavam porções de maconha e cocaína prontas para comercialização, uma máquina de cartão com oito comprovantes de pagamento impressos e R$ 602 em espécie.
Conforme a PMSC, Cauan admitiu aos policiais que havia aberto a biqueira no local por avaliar que o fluxo de usuários de drogas na região tornava o ponto lucrativo.
Com ele foram apreendidos 200 gramas de maconha, 11 gramas de cocaína em 15 buchas, 3 gramas de dry em 3 porções, os R$ 602, a máquina de cartão e um celular iPhone XR branco.
A pistola no gaveteiro
Na sequência, a equipe abordou Alexsander na conveniência onde ele trabalhava. Em busca pessoal, foi encontrado um pacote com 10 invólucros de maconha. Segundo a PMSC, ele admitiu ser o responsável pela casa em reforma da Rua General Brito e disse ter passado a atuar no tráfico após ser expulso de casa pela mãe e ameaçado por um integrante de facção criminosa.
Alexsander autorizou a entrada dos policiais na residência. No local, a guarnição encontrou 781 gramas de maconha em uma peça, mais 24 gramas divididas em 10 invólucros e uma pistola Taurus G2C calibre 9 mm, com carregador e todas as numerações suprimidas, dentro de um gaveteiro ao lado de uma cama de solteiro.
A supressão das numerações é indício usado pela polícia para caracterizar a origem ilícita da arma, já que impede o rastreamento oficial por parte das forças de segurança.
Conforme a PMSC, os dois foram conduzidos ilesos à CPP de Itapema, onde permanecem à disposição da Justiça. O caso segue em investigação pela Polícia Civil, que apura a origem da arma e possíveis conexões com a rede local de tráfico de drogas.

