Investigação derruba teoria: criador de conteúdo não simulou roubo ao vivo em Blumenau, diz Polícia Civil

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A Polícia Civil concluiu a investigação sobre o roubo ocorrido em novembro de 2025 na casa de um criador de conteúdo em Blumenau que estava transmitindo ao vivo no momento da ação. Sete pessoas foram identificadas como envolvidas no crime. Nesta quarta-feira (15), foram cumpridos mandados de prisão e de internação contra três deles.

Conforme a Polícia Civil, a Delegacia de Repressão a Roubos de Blumenau conduziu as investigações e encaminhou o inquérito ao Ministério Público. A ação policial desta quarta resultou na prisão de dois adultos e na internação de um adolescente. Um quarto suspeito, executor do crime, segue foragido após não retornar de saída temporária.

Como o crime aconteceu

O roubo aconteceu em 24 de novembro de 2025, por volta das 12h20, quando três homens invadiram o imóvel, renderam os moradores com arma de fogo e levaram celulares e um veículo Audi A3, recuperado logo depois. As prisões desta semana foram cumpridas em Itajaí. A internação do adolescente ocorreu em Timbó Grande.

Sete envolvidos, alvo errado

No dia do crime, a transmissão ao vivo do criador de conteúdo registrou a ação, o que gerou repercussão e especulações nas redes sociais sobre uma possível simulação para ganhar engajamento. A investigação afastou essa versão: os criminosos, segundo a Polícia Civil, erraram o alvo. A intenção original era roubar o proprietário das quitinetes vizinhas, não a vítima.

Os investigadores identificaram quem planejou o crime, quem fez o transporte, quem financiou a ação e quem auxiliou os criminosos após o delito. A maioria dos envolvidos veio do litoral catarinense exclusivamente para cometer o roubo em Blumenau. Todos têm antecedentes criminais. À época dos fatos, dois estavam foragidos e um cumpria saída temporária.

Prisões cumpridas e investigados soltos

Três dos sete identificados foram presos ou internados nesta quarta. Os demais, com participação considerada indireta, como transporte, financiamento e apoio logístico, foram indiciados pela Polícia Civil, mas permanecem em liberdade após o juízo indeferir os pedidos de prisão, por entender as medidas inadequadas e desproporcionais. O inquérito foi concluído e remetido ao Ministério Público para as providências cabíveis. Um executor segue foragido.

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