Exclusivo: criminosos do PGC neutralizados em Florianópolis somavam 88 passagens

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Os três criminosos mortos no confronto com equipes do BOPE e do Batalhão de Choque da PMSC na noite de terça-feira (14), em Florianópolis, foram identificados. Conforme apurado com exclusividade pelo Jornal Razão, os homens somavam 88 passagens policiais e integravam o chamado “Bonde do Rigor”, ligado à facção PGC (Primeiro Grupo Catarinense).

Segundo informações obtidas pela reportagem, o trio planejava sequestrar e torturar rivais na capital catarinense. A ação das forças de segurança impediu que o atentado fosse consumado.

Quem são os mortos

Davi S. de A. T., de 20 anos, conhecido como “Davizinho”, natural de São José (SC), acumulava 23 passagens policiais por roubo, lesão corporal, tentativa de homicídio, disparo de arma de fogo, receptação, desobediência, resistência, tráfico de drogas, porte de arma branca e colaboração como informante de organização destinada ao tráfico.

Bruno M. de A., de 22 anos, conhecido como “Batatinha”, natural de São José (SC), tinha 18 passagens policiais por roubo, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

Daniel R. de A., de 31 anos, conhecido como “Cajá”, natural de Brasília (DF), era o mais experiente do grupo, com 47 passagens policiais por tentativa de homicídio, furto qualificado, receptação, adulteração de chassi e placa de veículo, furto de automóvel, posse de arma de fogo de uso restrito e tráfico de drogas, entre outros crimes.

Arsenal apreendido

Conforme nota oficial da Polícia Militar de Santa Catarina, foram apreendidas três armas de fogo com carregadores alongados e mais de 100 munições, além de um machado, facas, objetos perfurocortantes, recipientes com combustível e lacres que seriam usados para amarrar as vítimas. O material indica o planejamento de uma ação violenta contra desafetos da facção.

Machado, faca e objetos perfurocortantes apreendidos no confronto em Florianópolis
Machado, faca e objetos perfurocortantes apreendidos com os criminosos (Foto: Jornal Razão)
Pistola com carregador alongado apreendida no confronto em Florianópolis
Pistola com carregador alongado apreendida no local (Foto: Jornal Razão)
Arma de fogo apreendida dentro do veículo dos criminosos
Arma de fogo apreendida dentro do veículo utilizado pelo trio (Foto: Jornal Razão)

O veículo utilizado pelo trio possuía registro de roubo e circulava com placas adulteradas, tratando-se de um carro clonado.

Como foi o confronto

Segundo a PMSC, as guarnições do BOPE e do Choque receberam informações sobre um veículo suspeito ocupado por três indivíduos armados, possivelmente vinculados a organização criminosa, que estariam com a intenção de realizar um atentado na região continental da capital.

Ao localizar o veículo, equipes do BOPE foram acionadas para proceder à abordagem. Durante a tentativa, os suspeitos empreenderam fuga e efetuaram disparos contra os policiais, que revidaram para cessar a agressão. Os três foram alvejados e não resistiram aos ferimentos.

Cena do confronto com viatura da PMSC em Florianópolis
Cena do confronto na região de Coqueiros, em Florianópolis (Foto: Jornal Razão)

Policial ferido recebeu alta

Conforme apurado pelo Jornal Razão, o sargento do Batalhão de Choque atingido por fragmentos de projétil durante o confronto foi socorrido e encaminhado ao Hospital Celso Ramos. O militar recebeu alta na madrugada e foi para casa de cadeira de rodas, medicado com morfina.

Os fragmentos do projétil não atingiram a coluna nem órgãos vitais. A equipe médica optou por não remover os estilhaços neste momento.

A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Científica. O caso segue em investigação.

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