Duas irmãs que respondiam por tráfico de drogas foram presas em flagrante pela Polícia Militar de Santa Catarina horas depois de participarem de uma audiência judicial em que a defesa alegava que ambas eram inocentes. O caso aconteceu na segunda-feira (7), na comunidade da Panaia, região sul de Florianópolis, próxima ao aeroporto.
Conforme a PMSC, Bruna Vanessa Mendes e Steffany Vanessa Alves de Lima foram flagradas por uma guarnição do 4º Batalhão de Polícia Militar durante incursão a pé pela Servidão dos Papagaios, nº 53, local conhecido pelo intenso comércio ilícito de entorpecentes.
Audiência e flagrante no mesmo dia
Na mesma data, pela manhã, as duas haviam participado por videoconferência de audiência com testemunhas de acusação e defesa referente à Operação Ponto de Interrupção, deflagrada pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DECOD) da Polícia Civil em novembro de 2024. Na ocasião, a defesa apresentou as investigadas como inocentes das acusações de tráfico e associação para o tráfico.
Poucas horas após o término da audiência, os policiais militares avistaram Steffany na servidão repassando algo para a irmã Bruna, que estava no portão de grade da residência. Ao perceberem a presença dos policiais, Bruna correu em direção ao fim da rua e Steffany entrou para dentro da casa.
Cocaína e mais de R$ 1,1 mil apreendidos
Ao alcançar Steffany dentro da residência, os militares encontraram cerca de R$ 52 em dinheiro sobre o sofá e um invólucro contendo substância análoga à cocaína no quarto apontado como pertencente a Bruna. No total, foram apreendidas 13 unidades de cocaína, R$ 1.122 em dinheiro e 1 smartphone.
Conforme a PMSC, um celular encontrado no sofá junto ao dinheiro recebia mensagens de um homem identificado como namorado de Bruna. A irmã mais velha tentou assumir a responsabilidade por toda a droga, mesmo o material tendo sido localizado no dormitório de Bruna.
Bruna Vanessa Mendes tentou fugir e precisou ser contida. Segundo a polícia, ela alegou estar grávida e, por isso, foi conduzida no banco traseiro da viatura. Ambas já utilizavam tornozeleira eletrônica e respondiam pelo crime de tráfico de drogas.
Operação Ponto de Interrupção
A Operação Ponto de Interrupção, que originou o processo pelo qual as irmãs respondiam, foi realizada pela DECOD em novembro de 2024 e resultou em 12 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão temporária. Na época, foram apreendidos balanças de precisão, drogas e cadernos de anotações do tráfico. A investigação identificou que parte dos envolvidos comandava o tráfico na região da Panaia de dentro do sistema prisional.
As duas foram encaminhadas sem lesões à Delegacia de Polícia para os procedimentos de flagrante. O inquérito policial foi autuado na Vara Regional de Garantias da Comarca da Capital. As irmãs foram recolhidas ao Presídio Feminino de Florianópolis. A Polícia Científica foi acionada para análise do material apreendido.

