Operação Quaresma 2026 termina com zero ocorrências de maus-tratos a animais em SC

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A Polícia Militar de Santa Catarina encerrou a edição de 2026 da Operação Quaresma sem nenhuma ocorrência de maus-tratos a animais registrada durante o período de policiamento, resultado que a corporação classifica como histórico. A operação foi encerrada na segunda-feira, 6 de abril.

Conforme a Polícia Militar de Santa Catarina, o número zero de ocorrências relacionadas à prática ilegal da farra do boi representa um avanço em relação a 2025, quando foram contabilizados seis registros do tipo. A corporação atribui o resultado ao fortalecimento das estratégias de policiamento, fiscalização e conscientização da população.

Durante os trabalhos, foram abordadas 1.663 pessoas, 1.616 veículos e 523 motocicletas. A PMSC cumpriu três mandados de prisão e executou 550 programações operacionais voltadas à prevenção e repressão da prática ao longo de todo o período.

A Operação Quaresma é realizada anualmente com foco na prevenção e repressão à farra do boi, prática proibida pela legislação ambiental. Os trabalhos ocorrem de forma integrada com órgãos de vigilância sanitária e com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), abrangendo municípios dos 1º, 3º, 8º e 11º Comandos Regionais de Polícia Militar, com atenção especial às regiões de cultura açoriana.

“O desempenho extremamente positivo é atribuído à presença constante das guarnições em áreas com histórico da prática, ao trabalho educativo e à maior colaboração da comunidade, que tem compreendido que a farra do boi é crime ambiental. Seguiremos atuando na proteção dos animais e no cumprimento da legislação vigente.”

Coronel Jofrey Santos da Silva, subcomandante-geral da PMSC

A operação visa o cumprimento da Lei nº 9.605/1998, que proíbe abuso, maus-tratos, ferimentos e mutilação de animais. A Lei nº 17.902/2020 estabelece multa de R$ 20 mil para quem promover ou divulgar a farra do boi e R$ 10 mil para participantes, comerciantes dos animais, proprietários de veículos de transporte ou donos de imóveis onde a prática ocorrer. Em ambos os casos, os valores são dobrados em caso de reincidência.

Até o encerramento da operação, nenhuma nova edição havia sido anunciada pela PMSC.

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