Santa Catarina registrou desempenho recorde nas exportações de carnes no primeiro trimestre de 2026, com aumento no volume embarcado e na receita em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram sistematizados pela Epagri/Cepa.
Entre janeiro e março, o estado exportou 518,4 mil toneladas de proteínas animais, incluindo frango, suínos, perus, patos, marrecos e bovinos, gerando US$ 1,17 bilhão. O resultado representa crescimento de 4% em volume e de 9,6% em faturamento na comparação com o primeiro trimestre de 2025.
O desempenho consolida a presença do estado no mercado internacional, com embarques para mais de 150 países. Segundo o governo estadual, o resultado está relacionado ao trabalho conjunto entre produtores, agroindústrias e políticas de apoio ao setor.
De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, o avanço também está ligado ao padrão sanitário adotado em Santa Catarina e às ações contínuas de defesa agropecuária, fatores que permitem acesso a mercados mais exigentes.
A carne suína foi um dos destaques do período. O estado exportou 182,4 mil toneladas, com faturamento de US$ 454,3 milhões, altas de 4% em volume e 7,5% em receita. O resultado é o melhor da série histórica para o trimestre. O Japão liderou os destinos, com 31,7% da receita total, seguido por Filipinas e China. O mercado japonês apresentou crescimento de 59,8% no volume exportado e de 53,7% na receita.
Santa Catarina respondeu por 47,8% do volume e 50,1% da receita das exportações brasileiras de carne suína no período.
Já a carne de frango somou 316,7 mil toneladas exportadas, com faturamento de US$ 664,3 milhões, crescimento de 3,2% em volume e de 7,7% em receita. O resultado representa o maior faturamento já registrado para o trimestre e o segundo maior volume da série histórica.
Em março, houve recuo nas exportações de frango para o Oriente Médio, com queda de 22% no volume e de 23,8% na receita em relação a fevereiro. Segundo a Epagri/Cepa, a redução está associada a tensões geopolíticas que afetaram a logística e elevaram custos. O aumento das vendas para mercados como Japão, China e Chile compensou a queda.
Santa Catarina foi responsável por 24,5% da receita e 22,3% do volume das exportações brasileiras de carne de frango no primeiro trimestre.

