Uma mulher de 46 anos foi encontrada morta dentro de sua residência na localidade de Travessão, em Braço do Norte, no Sul de Santa Catarina, na tarde desta quarta-feira (8). O caso é tratado como feminicídio seguido de tentativa de suicídio. As informações foram apuradas com exclusividade pelo Jornal Razão.
A vítima é Tateana Marcos Medeiros, natural de Gravatal (SC). Ela tinha medida protetiva contra o autor do crime, seu ex-companheiro, Jairo Wiggers, de 43 anos, natural de Rio Fortuna (SC).
Irmã do suspeito procurou a polícia após receber áudio
A guarnição foi acionada após a irmã dele procurar ajuda informando que havia recebido um áudio de Jairo no qual ele dizia ter assassinado a companheira e que iria para casa cometer suicídio. Ela indicou a residência do irmão em Gravatal.
Ao chegar no endereço, os policiais encontraram Jairo caído na garagem da residência, com lesões nos braços e nas pernas, aparentemente decorrentes de uma queda. Um fio estava amarrado na estrutura do telhado da garagem. O SAMU foi acionado e realizou o atendimento do homem no local.
Vítima foi encontrada sem vida dentro de casa
Em seguida, a guarnição se deslocou até a residência de Tateana. A porta da cozinha estava destrancada. Ao entrar, os policiais localizaram o corpo da mulher envolto em uma poça de sangue e já sem sinais vitais. Segundo a PMSC, a morte aparentava ter ocorrido horas antes.
Pouco depois, a neta de Tateana, de aproximadamente sete anos, desembarcou do ônibus escolar em frente à residência. A guarnição acolheu a criança, que em seguida ficou aos cuidados de uma vizinha e depois foi entregue à avó paterna. O Conselho Tutelar foi acionado e acompanhou o caso.
Vítima já havia acionado o Botão do Pânico dias antes
O caso ganha contornos ainda mais graves porque Tateana já havia acionado o Botão do Pânico no dia 24 de março, denunciando descumprimento de medida protetiva por parte de Jairo. O Jornal Razão apurou que, naquela ocasião, ela relatou que o ex-companheiro vinha descumprindo a medida repetidamente, que havia furado os pneus dianteiros de seu carro dias antes e que naquele dia passou em frente à sua casa em dois momentos diferentes para intimidá-la. Um boletim de ocorrência foi registrado na ocasião.
A Polícia Civil, o Instituto Médico Legal e a Polícia Científica estiveram no local do crime. O caso segue em investigação pela Polícia Civil.

