A família de Vera Lúcia cobra respostas sobre a morte da mulher, encontrada sem vida em uma comunidade terapêutica na cidade de Tubarão, no sul de Santa Catarina. Vera Lúcia faleceu na sexta-feira santa, 3 de abril de 2026, e os parentes relatam informações desencontradas sobre as circunstâncias do óbito, além de questionarem o laudo médico que apontou morte súbita.
Segundo familiares, a comunidade terapêutica entrou em contato com um dos filhos de Vera Lúcia informando que ela havia acordado muito mal e que o quadro era grave. No entanto, conforme relato da família, a informação repassada a outro filho foi diferente: de que Vera Lúcia já estava morta quando foi encontrada. “Foi dado que ela nem acordou, que ela já estava morta. Foi um baque muito grande porque ninguém havia nos avisado que ela estava mal”, relatou uma familiar.
Vera Lúcia lutava havia cerca de 10 anos contra o alcoolismo, que se agravou progressivamente. A família descreve episódios em que a encontravam caída na rua e situações em que ela chegou a fugir de hospitais para consumir bebida alcoólica. A internação foi uma decisão familiar, em uma clínica particular indicada por terceiros, com custos pagos pelos próprios parentes. A família reside na região de São José, a cerca de três horas de viagem de Tubarão.

Para a liberação do corpo, conforme relato dos familiares, um médico foi acionado no local, realizou análise e atestou morte súbita. A família questiona o fato de não ter sido realizada autópsia e de o laudo não detalhar quais medicações foram administradas a Vera Lúcia durante a internação. “Como que o médico pôde trazer esse laudo de morte súbita sem se aprofundar, sem trazer quais medicações foram usadas? Isso é um direito da família”, questionou a parente.
Os familiares também relatam que, em visita à clínica, ouviram relatos de que Vera Lúcia teria sido agredida dentro da unidade e que medicações teriam sido ministradas a ela, o que, segundo a família, pode ter relação com a causa da morte.
Até a última atualização, a família de Vera Lúcia busca esclarecimentos junto às autoridades sobre as circunstâncias da morte. Os parentes cobram uma investigação aprofundada sobre o que aconteceu dentro da comunidade terapêutica e afirmam que pretendem recorrer à Justiça. “A gente quer a justiça para esclarecer os fatos”, afirmou a familiar.

