A vereadora de Florianópolis Ingrid Sateré Mawé, do PSOL, protagonizou um confronto verbal com policiais militares na noite deste domingo (15), na saída do estádio da Ressacada, após a final da Recopa Catarinense entre Avaí e Figueirense.
A parlamentar gravou um vídeo em que chama a PMSC de “vagabundos”, “canalhas”, “covardes” e “despreparados”, além de usar o mandato para tentar intimidar os policiais durante a confusão.
Nas imagens, gravadas pela própria vereadora e publicadas nas redes sociais, Ingrid aparece gritando repetidamente para os agentes: “eu sou vereadora, toca em mim”. A parlamentar também direciona xingamentos pesados aos policiais, incluindo “bando de vagabundo despreparado”. Em determinado momento, a vereadora afirma que seu marido teria sido atingido por um disparo de munição de borracha.
Clássico 463 reuniu mais de 10 mil pessoas na Ressacada
O confronto aconteceu na dispersão dos torcedores após o clássico 463 entre as duas equipes, que terminou com vitória do Avaí por 4 a 2 e o título da Recopa Catarinense 2026. O jogo foi disputado às 18h e reuniu mais de 10 mil pessoas no estádio da Ressacada, em Florianópolis. Conforme informações preliminares, a PMSC teria utilizado munição de elastômero e bombas de efeito moral para dispersar a torcida na saída do estádio.
Segundo a vereadora, a ação policial supostamente teria ocorrido sem provocação dos torcedores. No vídeo, ela afirma que havia “orientação da torcida organizada para não ter violência” e acusa a polícia de disparar contra pessoas que saíam do estádio. Ingrid também alega que um policial teria se aproximado dela com um cassetete e só teria recuado quando ela gritou que era vereadora.
Vereadora anuncia denúncia ao Ministério Público
A parlamentar do PSOL anunciou, ainda na gravação, que pretende apresentar uma denúncia ao Ministério Público de Santa Catarina na segunda-feira (16) contra a atuação da PMSC no episódio.
Em publicação no Instagram, a vereadora reforçou a intenção e escreveu que é “inaceitável que nossas famílias, com mulheres, crianças e idosos, não possamos ir e voltar com segurança nos estádios”.
Não é a primeira vez que vereadora ataca a PMSC
Não é a primeira vez que a vereadora Ingrid Sateré Mawé ataca publicamente a Polícia Militar de Santa Catarina.
Em fevereiro de 2026, após uma ocorrência no bairro Monte Cristo, em Florianópolis, a parlamentar defendeu a desmilitarização da polícia e respondeu a um comentário nas redes sociais que pedia o fim da PMSC com a frase “pra ontem”.
Até a última atualização desta reportagem, não havia manifestação oficial da Polícia Militar de Santa Catarina sobre o episódio na saída da Ressacada. Também não há informações oficiais sobre feridos ou ocorrências registradas durante a dispersão dos torcedores após a final da Recopa Catarinense.

