Florianópolis terá câmeras com reconhecimento facial e reforço policial contra furtos

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Uma força-tarefa para combater furtos em Florianópolis foi definida em reunião realizada nesta quinta-feira (12) entre representantes da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Santa Catarina (SSP-SC), da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF). Entre as principais medidas estão a instalação de câmeras com tecnologia de reconhecimento facial em pontos estratégicos da capital e o reforço do efetivo policial.

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A iniciativa busca ampliar a identificação de criminosos e reduzir os registros de furtos em áreas consideradas críticas da cidade. O projeto prevê a atuação conjunta entre forças de segurança e entidades da sociedade civil organizada.

Segundo o secretário da Segurança Pública de Santa Catarina, coronel Flávio Graff, o furto é um crime que causa prejuízos frequentes às vítimas e também demanda grande esforço das forças policiais. Ele explicou que, por não envolver violência contra a pessoa, a legislação permite que o suspeito responda em liberdade mesmo após prisão em flagrante, o que pode gerar sensação de impunidade.

O secretário também destacou os prejuízos causados aos cofres públicos, principalmente em casos de furtos de cabos elétricos. Apesar disso, dados da Diretoria de Inteligência da SSP-SC apontam redução de 468 ocorrências entre 1º de janeiro e 11 de março deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com Graff, mesmo com a queda nos números, o crime continua provocando sensação de insegurança, especialmente quando a mesma vítima sofre furtos repetidamente. Ele afirmou que novas medidas estão sendo adotadas para dificultar a ação de criminosos.

Uma das estratégias anunciadas é a parceria entre a SSP-SC e a ACIF para a instalação de câmeras de videomonitoramento com tecnologia de reconhecimento facial. A proposta prevê que entidades civis forneçam parte da estrutura e equipamentos, enquanto o governo estadual ficará responsável por integrar as imagens captadas ao Banco de Perfis de Foragidos da Justiça.

Um projeto-piloto já está em andamento na região de Jurerê, onde os equipamentos estão sendo testados. A expectativa é ampliar o sistema para outras áreas consideradas estratégicas da capital.

Além do videomonitoramento, a Polícia Militar também anunciou reforço no policiamento ostensivo. O comandante-geral da corporação, coronel Emerson Fernandes, informou que Florianópolis receberá 150 militares temporários, que serão distribuídos em diferentes pontos da Ilha para aumentar a presença policial.

Fernandes também anunciou o retorno de operações específicas de combate à receptação de materiais furtados, como as ações “Alta Tensão” e “Fio Desencapado”. As operações são voltadas principalmente para crimes envolvendo furtos de cabos elétricos e hidrômetros.

Outra frente de atuação envolve a orientação direta a comerciantes da cidade. A Polícia Militar oferece um serviço de consultoria pós-crime para estabelecimentos que são vítimas recorrentes de furtos. Durante esse atendimento, os policiais analisam o local, identificam vulnerabilidades e orientam sobre medidas de segurança que podem reduzir os riscos de novos crimes.

No âmbito investigativo, a Polícia Civil também anunciou medidas para intensificar o trabalho de identificação e responsabilização de suspeitos.

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Marcelo Nogueira, informou que será criada uma força-tarefa voltada à análise concentrada de casos de furtos. A estratégia busca reunir provas mais consistentes contra criminosos reincidentes, alguns deles com diversas passagens policiais.

Segundo Nogueira, a concentração das investigações deve permitir a construção de processos mais robustos, aumentando as chances de prisão e evitando que suspeitos sejam liberados rapidamente após a detenção.

Também participaram da reunião o diretor de Polícia Civil da Grande Florianópolis, delegado Pedro Mendes; o diretor de Inteligência da SSP-SC, tenente-coronel João Tanan; o gerente de Inteligência da Polícia Civil, delegado Raphael Werling; e o gerente de Reconhecimento Facial da SSP-SC, Ewerton Wiezbicki.

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