Um anjo do outro lado do mundo: menina de SC recebe doação rara de medula

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A pequena Emilie Maria Garcia Cavalheiro, de apenas 2 anos, moradora de Brusque, passou pelo tão aguardado transplante de medula óssea no último dia 5 de março, em um hospital de Curitiba (PR). O procedimento começou durante a noite e foi concluído por volta das 9h da manhã do dia seguinte.

Segundo os pais da menina, Edimara e Ronaldo Cavalheiro, o doador encontrado é 100% compatível e ainda possui o mesmo tipo sanguíneo de Emilie — uma coincidência considerada extremamente rara. O doador é um jovem dos Estados Unidos.

Emocionados, os pais afirmam que o gesto representa um verdadeiro milagre.

“Foi algo extremamente raro de acontecer entre doadores. Esse milagre também tem um rosto que talvez nunca conheceremos pessoalmente, mas que estará para sempre em nossas orações. Um gesto de amor atravessou países e oceanos para chegar até nossa filha”, disseram.

Apesar da etapa importante já ter sido realizada, Emilie ainda permanecerá em acompanhamento médico no hospital. O tratamento deve continuar por cerca de cinco meses, período em que a menina ainda passará por outras fases delicadas, incluindo sessões de quimioterapia.

Para a família, cada dia da recuperação representa um novo desafio.

“Mesmo tão pequena, ela nos ensina todos os dias o verdadeiro significado da palavra força. Ela é corajosa, guerreira e cheia de vontade de viver”, relataram.

A história de Emilie comoveu moradores da região em 2025, quando a criança, na época com 1 ano e 2 meses, recebeu o diagnóstico de neutropenia congênita, uma doença rara que afeta o sistema imunológico e impede o organismo de produzir defesas suficientes contra infecções.

Moradora do bairro Dom Joaquim, em Brusque, Emilie recebeu o diagnóstico em 25 de março de 2025, após apresentar diversos problemas de saúde recorrentes. Desde então, a família aguardava pela chance de encontrar um doador compatível para possibilitar o transplante.

Na ocasião, a mãe explicou que a condição faz com que a criança praticamente não tenha defesa natural contra vírus e bactérias, o que torna qualquer infecção potencialmente grave.

“Para entender melhor, significa uma pessoa cujo organismo não produz defesa. É uma criança que já nasceu com esse problema grave”, explicou Edimara na época.

Agora, com o transplante realizado, a família segue com esperança e fé na recuperação da pequena Emilie, que ainda terá um longo caminho de tratamento pela frente. Com informações O Município.

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