Uma moradora de Itapema vive dias de angústia após receber uma ordem da Justiça para deixar a casa onde afirma morar há 16 anos com a família. Schaiane Daniela Santana diz estar desesperada com a possibilidade de ser despejada do imóvel onde vive atualmente com dois filhos e dois netos.
Segundo ela, a residência sempre foi o lugar onde construiu a vida com a família no bairro Alto São Bento. Schaiane afirma que possui um contrato de compra e venda do imóvel, documento que, segundo relata, comprova que o terreno teria sido negociado anos atrás.
Apesar disso, a situação acabou parar na Justiça em um processo que começou em 2012, na 2ª Vara Cível da Comarca de Itapema. A ação foi movida por um homem, que entrou com um pedido de reivindicação de propriedade, alegando ser o verdadeiro dono do imóvel e pedindo a devolução da posse.

No processo também aparece o ex-companheiro de Schaiane, que figura como réu na ação judicial. Ao longo dos anos, o caso passou por audiências, perícias e análise de documentos para tentar esclarecer quem teria direito sobre o imóvel. A disputa também esteve ligada a uma ação de usucapião, quando alguém tenta provar que tem direito à propriedade após anos de posse.
Depois de mais de uma década de tramitação, a Justiça proferiu uma decisão em 2022, reconhecendo parcialmente o pedido do autor. O caso ainda teve recurso, mas em 2025 a decisão se tornou definitiva, sem possibilidade de novos recursos.

Com isso, a Justiça autorizou o cumprimento da decisão e determinou a desocupação do imóvel. Um mandado de intimação foi expedido em janeiro de 2026 e entregue por oficial de justiça em 11 de fevereiro. No documento, Schaiane foi notificada para desocupar voluntariamente a casa no prazo de 15 dias.
Caso isso não aconteça, a ordem judicial prevê que o imóvel poderá ser desocupado de forma forçada, inclusive com apoio policial. Diante da situação, Schaiane diz que está pedindo ajuda para tentar evitar o despejo. Segundo ela, a preocupação maior é com a família.


