O jovem de 28 anos encontrado morto dentro do porta-malas de um carro em chamas na noite de quinta-feira (5), na localidade de Tijuquinhas, área rural de Biguaçu, na Grande Florianópolis, foi identificado pela redação do Jornal Razão. O corpo estava carbonizado, com sinais de mutilação e decapitação.
Trata-se de Matheus Oliveira dos Santos, natural de Florianópolis, nascido em 21 de março de 1997. Matheus possuía antecedentes criminais por tráfico de drogas e organização criminosa e havia desaparecido horas antes da descoberta do corpo.
Conforme a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) foram acionadas por volta das 23h para combater um incêndio em um veículo na região. Durante o trabalho de extinção das chamas, os bombeiros perceberam que havia um corpo dentro do porta-malas do automóvel e acionaram a polícia.

Quando os policiais militares chegaram ao local, a cena revelou extrema violência. O corpo estava totalmente carbonizado e com ossos quebrados espalhados dentro do porta-malas. A vítima havia sido decapitada, e a cabeça foi localizada sobre o banco dianteiro do veículo, no lado do passageiro.
O automóvel era um Volkswagen Virtus branco, completamente destruído pelo fogo. O local fica em uma área de mata afastada, com poucas residências próximas. Não havia testemunhas no momento da ocorrência.
A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia no veículo e no corpo. A identificação formal da vítima depende dos laudos periciais, que vão confirmar oficialmente a identidade do corpo encontrado.
Horas antes da descoberta, familiares haviam registrado o desaparecimento de Matheus. Segundo o relato feito às autoridades, o jovem parou de responder mensagens por volta das 19h20 daquela quinta-feira. No registro do desaparecimento, foi informado que Matheus era proprietário de um Volkswagen Virtus branco, placa REL7F73, veículo descrito como semelhante ao carro encontrado carbonizado em Biguaçu.
A partir disso, investigadores passaram a relacionar o desaparecimento com o homicídio. Consultas em registros policiais revelam que Matheus possuía um histórico criminal extenso. Em julho de 2021, por exemplo, foi registrada ocorrência em São José envolvendo o jovem por tráfico de drogas, posse de entorpecentes e lesão corporal.
Em fevereiro de 2023, Matheus aparece como indiciado em inquérito da Delegacia de Investigação Criminal de Blumenau. O procedimento apurava crimes de tráfico, associação para o tráfico e organização criminosa.
Em agosto de 2023, registros indicam que ele ingressou no Presídio de Blumenau para cumprimento de mandados de prisão preventiva vinculados a processos das comarcas de Blumenau e São José. Um novo registro de abril de 2024 indica outra entrada na unidade prisional da mesma cidade.
A brutalidade da execução, com decapitação e destruição do corpo por fogo, é considerada um possível indicativo de envolvimento com o crime organizado, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada oficialmente pelas autoridades.
A Polícia Civil de Santa Catarina conduz a investigação. Entre os pontos que os investigadores tentam esclarecer estão a autoria do crime, o local onde o homicídio de fato ocorreu antes da queima do veículo, se houve sequestro ou tortura antes da morte e a motivação da execução.
Até a última atualização, nenhum suspeito havia sido preso. O caso segue em investigação.



