Uma mulher procurou a delegacia após relatar ter sido vítima de estupro na manhã desta quarta-feira (04) em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina. O crime teria ocorrido quando ela voltava do trabalho, nas proximidades da BR, no sentido Ilhota. As informações foram apuradas com exclusividade pelo Jornal Razão.
Segundo o relato registrado no boletim de ocorrência, a vítima retornava do serviço no Hotel Itapema Beach quando foi surpreendida por um homem que apareceu por trás dela após a região de um posto de combustível. De acordo com o depoimento, o suspeito seria um homem moreno, com cerca de 40 anos, barba média, usando camiseta bege e com forte cheiro de cigarro.
“Parecia ser morador de rua, pois estava muito fedido, sendo que passou o braço em seu pescoço, virando sua cabeça para o lado e a arrastando para o mato”, detalhou a vítima.
A vítima afirmou à polícia que o homem se aproximou rapidamente, passou o braço em seu pescoço e a arrastou para uma área de mato. Conforme o relato, ele teria dito que estava armado com uma faca e ordenado que ela não gritasse.
Ainda segundo o registro policial, o agressor amarrou os pés da vítima e a amordaçou utilizando a própria camiseta.
“Lhe jogou no chão, arramou as mãos com o que parecia ser cipó, amarrou sua boca com sua camiseta, se despiu, abaixou as calças e ficava dizendo ‘não grita que é pior’”, relatou a mulher aos policiais.
Em seguida, teria cometido o estupro com penetração vaginal e anal, e ainda lhe chupou, sem uso de preservativo. Após o crime, o homem se vestiu novamente e fugiu correndo em direção a uma área de mata, deixando a vítima amarrada pelos pés.
A mulher conseguiu se soltar e caminhar até uma residência próxima. De lá, pediu ajuda e foi acompanhada pela irmã até a delegacia para registrar a ocorrência.
O caso passa a ser investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias do crime e tentar identificar o suspeito com base nas características relatadas pela vítima.
A polícia também deve analisar imagens de câmeras de segurança da região e ouvir possíveis testemunhas para reconstruir o que aconteceu naquela manhã. Até o momento, não há confirmação sobre a identidade do autor.

