A operação da Polícia Militar de Santa Catarina que terminou com quatro criminosos mortos em confronto no Papaquara, no Norte da Ilha, em Florianópolis, segue repercutindo entre moradores da comunidade. Em meio à tensão provocada pela disputa entre facções criminosas na região, muitos relataram alívio após a intervenção policial.
A ação foi conduzida por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), incluindo a guarnição do COBRA, considerada uma das unidades mais especializadas da corporação. Segundo informações apuradas com exclusividade pelo Jornal Razão, as equipes foram acionadas após relatos de disparos de arma de fogo dentro da comunidade.
Durante incursão tática na área, os policiais localizaram os suspeitos escondidos no interior de uma residência. Conforme o relato da ocorrência, os homens teriam tentado investir contra os policiais, momento em que houve reação da guarnição para resguardar a própria segurança. Os quatro envolvidos morreram durante o confronto. Nenhum policial ficou ferido.
Três envolvidos identificados
Até o momento, três dos quatro mortos foram identificados pela redação do Jornal Razão. A qualificação completa de um deles ainda não foi confirmada oficialmente.
Entre os identificados está Erik Novais dos Santos, de 19 anos, natural de Itabuna, na Bahia. Segundo registros policiais, ele possuía passagem por tráfico de drogas e havia obtido liberdade provisória em outubro de 2025.
Outro envolvido identificado é Cristian Victor de Oliveira Rodrigues, de 17 anos, natural de Florianópolis. Conforme os registros, ele possuía diversas passagens por tráfico de drogas e também por posse de entorpecentes.
O terceiro identificado é João Pedro Benites da Silva Carey, de 17 anos, também natural de Florianópolis. De acordo com os registros, ele possui várias passagens por tráfico de drogas, além de ocorrências por receptação e envolvimento com objeto roubado.
A identificação do quarto envolvido ainda está em andamento.
Armamento e equipamentos apreendidos
Durante a operação, a Polícia Militar apreendeu um arsenal que, segundo a corporação, comprova a atuação ligada ao crime organizado.
- 01 pistola Glock calibre 380
- 01 pistola Glock calibre .40
- 01 pistola PT 58 calibre 380
- 01 pistola G2C calibre 9mm
- 06 carregadores
- 242 munições
- 05 smartphones
- 04 rádios comunicadores
- 02 bases de carregamento
- 04 powerbanks
Repercussão na comunidade

Moradores do Papaquara relataram ao Jornal Razão que os últimos dias foram marcados por medo constante, especialmente após episódios recentes de violência ligados à disputa entre facções.
“A população não aguenta mais. Se a polícia não viesse, a situação aqui podia ser muito pior.”
Investigação segue em andamento
Após o confronto, todos os órgãos competentes foram acionados. A Polícia Científica realizou os procedimentos periciais no local, enquanto a Polícia Civil ficará responsável por aprofundar as investigações e esclarecer a dinâmica completa da ocorrência.
Equipes da Polícia Militar de Santa Catarina também permaneceram na região realizando diligências e reforçando o patrulhamento para evitar novos episódios de violência na comunidade.



