Petroleiro catarinense é preso após chamar funcionárias de “macacas” durante carnaval, em Salvador

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Um morador de Santa Catarina foi preso em flagrante acusado de racismo durante o Carnaval de Salvador, na Bahia. O caso ocorreu na madrugada de terça-feira (17) para quarta-feira (18), em um camarote na Barra. Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva. Ele permanece no sistema prisional e segue à disposição do Judiciário.

O homem foi identificado como Itamar da Silva, de 47 anos, natural de Itajaí (SC). Conforme informações repassadas pela polícia, ele trabalha como petroleiro. Em depoimento, negou ter cometido ofensas racistas e declarou que apenas discutia por não poder utilizar o banheiro acompanhado, o que é proibido pelas regras do espaço.

Segundo as vítimas, Vera e Viviane, que atuavam como funcionárias no camarote, a situação começou após ele ser informado de que não poderia entrar no banheiro com outras pessoas. Conforme o relato, após insistência e discussão com seguranças, ele teria dirigido ofensas racistas às trabalhadoras, chamando-as de “pretas”, “macacas” e “escravas”, além de afirmar que, por ser do Sul, teria “mais direito” de permanecer no local.

As vítimas afirmaram que estavam em horário de trabalho quando foram alvo das ofensas. Foliões que presenciaram a cena prestaram apoio e se dispuseram a testemunhar. Um policial civil que estava no camarote efetuou a prisão em flagrante. A Polícia Militar também foi acionada e conduziu os procedimentos até a formalização da ocorrência por discriminação racial.

Em entrevista à TV Aratu, uma das vítimas declarou: “Me chamou de preta e escrava”. A colega relatou que ele já havia discutido com um segurança antes das ofensas. Após o episódio, houve tentativa de agressão por parte de foliões, mas a situação foi controlada.

Após a audiência de custódia, a Justiça determinou a manutenção da prisão e a transferência para o Centro de Observação Penal, no Complexo da Mata Escura, onde ele permanece custodiado.

A reportagem tentou contato com a defesa de Itamar da Silva para manifestação sobre o caso, porém não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para posicionamento.

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