Uma homenagem feita na areia de uma praia em Portugal cruzou fronteiras e chamou atenção nas redes sociais ao lembrar a morte do cão comunitário Orelha, caso que gerou comoção em Santa Catarina.
A obra foi criada pelo artista Vitor Raposo na Praia Maria Luísa, em Albufeira, na região do Algarve. A intervenção artística mostra a palavra “Orelha” desenhada na areia, acompanhada de símbolos e de uma composição vista de cima por imagens de drone. O trabalho integra a série “Arte que o Mar Apaga”, desenvolvida pelo artista.
A publicação foi compartilhada no Instagram pelo próprio autor, que escreveu que “as lágrimas não doem, o que dói é o motivo que as fazem cair”, em referência direta ao cão. Na legenda, Raposo dedicou a obra a Orelha, utilizando a sigla “D.E.P.” e hashtags pedindo justiça.
Segundo o perfil do artista, a proposta do projeto é criar arte efêmera em praias, consciente de que o mar apaga as obras em pouco tempo. Neste caso, a mensagem ultrapassou o caráter estético e ganhou tom de protesto e solidariedade.
O vídeo foi gravado na costa portuguesa e alcançou milhares de curtidas e compartilhamentos em poucas horas, com comentários de internautas do Brasil e de outros países. Muitos destacaram o fato de a homenagem ter sido feita fora do país, levando o nome de Orelha para além das fronteiras brasileiras.
O caso envolvendo o cão Orelha ocorreu em Florianópolis e segue sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina. Desde então, o episódio tem motivado manifestações, atos simbólicos e pedidos públicos por justiça, agora também em cenário internacional.

