Empalado vivo? Polícia Civil desmente fake news sobre morte do Orelha; veja laudo

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A Polícia Civil de Santa Catarina desmentiu ao Jornal Razão a informação de que o cão comunitário Orelha teria sido “empalado vivo”. A versão foi classificada pelos investigadores como “fake news absurda” e não possui respaldo em laudo pericial nem em qualquer prova técnica reunida na investigação.

A informação falsa ganhou repercussão após o portal Choquei utilizar um vídeo divulgado na segunda-feira, gravado pela ativista Luisa Mell, quando a apuração ainda estava em fase inicial. Na gravação, Luisa afirma que “parece que o laudo é muito pior do que a gente já sabe” e menciona a hipótese de que um objeto de madeira teria sido introduzido no animal ainda vivo, alcançando a região da garganta.

Exclusivo / Jornal Razão

Em contato direto com o Jornal Razão, a Polícia Civil afirmou que isso não é verdade. Segundo os investigadores, não existe laudo apontando empalamento, nem qualquer indício técnico de introdução de objeto no corpo do animal.

A apuração confirmou que a causa da morte de Orelha foram pancadas na cabeça, provocadas por instrumento contundente. O cão chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil também reforçou que não existe vídeo da morte, contrariando versões que circularam nas redes sociais.

De acordo com a corporação, a divulgação de informações não confirmadas contribuiu para desinformação, aumento da comoção pública e tensão em torno do caso. A Polícia Civil reiterou ao Jornal Razão que apenas dados oficialmente confirmados devem ser tratados como fatos.

A investigação segue em andamento e envolve análise de imagens de câmeras de monitoramento e depoimentos já colhidos sobre o caso ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis.

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