‘Passaram fezes no interfone’: família de suspeito do caso Orelha tem surpresinha em Florianópolis

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A repercussão do caso que envolve a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, ganhou um novo e inusitado desdobramento. A família de um dos adolescentes suspeitos pelo crime registrou um boletim de ocorrência após a residência ser alvo de um “ataque” durante a madrugada, no bairro Itaguaçu, na região continental da Capital de Santa Catarina.

Segundo o registro policial e documentos apresentados à Justiça, por volta das 3h do dia 25 de janeiro, dois rapazes foram até a casa da família e cometeram “atos de vandalismo”. Conforme relatado, eles defecaram em frente ao imóvel e passaram fezes no interfone da residência. O episódio foi classificado como “perturbação do trabalho ou sossego alheios”.

Imagens do sistema de interfone

Antes do ato, os dois jovens teriam tocado o interfone diversas vezes. O sistema de segurança da residência registrou imagens dos autores, que foram anexadas ao boletim de ocorrência. Os registros mostram os rapazes em frente ao portão da casa, em horários próximos aos apontados no relato.

Reprodução / Jornal Razão

O ato ocorreu em meio à crescente exposição do caso Orelha nas redes sociais e na imprensa. De acordo com a família, o endereço da residência passou a circular em publicações online, o que teria contribuído para o episódio de “vandalismo”.

Pedido de segredo de Justiça

Diante da situação, os advogados da família ingressaram com pedido para que um processo judicial envolvendo o núcleo familiar fosse colocado em segredo de Justiça. No documento, os defensores alegam que o menor citado no processo é suspeito de envolvimento na morte do cão Orelha e que, por causa da repercussão do caso, a família passou a sofrer ameaças, inclusive de morte.

No pedido, os advogados citam dispositivos da Constituição Federal e do Estatuto da Criança e do Adolescente, destacando a necessidade de proteção da intimidade, da imagem e da integridade física e psicológica do adolescente e de seus familiares.

O episódio na residência evidencia o clima de tensão que se instalou após o crime contra o animal. A apuração segue em andamento.

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