Era uma abordagem de rotina, mas virou uma daquelas histórias que a polícia nunca esquece.
Em dezembro de 2008, policiais da PMSC perceberam um carro andando em zigue zague pela região da Lagoa da Conceição, em Florianópolis. A condução irregular chamou a atenção e a guarnição decidiu parar o veículo.
De longe, a cena causou estranhamento. Pela posição do motorista e pela altura aparente, os policiais imaginaram que se tratava de uma criança ao volante. A surpresa veio no momento da abordagem.
Quem dirigia era um adulto com nanismo, visivelmente embriagado e bastante exaltado. Segundo a reportagem exibida na época, o condutor tinha pouco mais de um metro de altura e deu trabalho durante a abordagem, sendo necessária a atuação de dois policiais para contê lo.
O motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi levado ao Instituto Geral de Perícias. Lá, um médico confirmou o estado de embriaguez. Durante todo o trajeto e atendimento, ele não poupou reclamações e xingamentos, o que acabou rendendo ainda mais atenção ao caso.
Identificado como Ernesto, o condutor teve fiança fixada em R$ 1.400. Sem dinheiro para pagar, permaneceu detido na Central de Polícia da capital.
Outro detalhe que chamou a atenção foi o veículo. Totalmente adaptado, o carro tinha alongadores nos pedais e uma almofada no banco, o que permitia a condução apesar da baixa estatura do motorista.
O episódio ganhou destaque na época justamente pelo caráter inesperado da ocorrência. Anos depois, virou daqueles casos que voltam e meia reaparecem como lembrança curiosa do noticiário policial de Santa Catarina.
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