Uma discussão sobre o uso da faixa de areia gerou revolta e foi registrada em vídeo na Praia de Canasvieiras, no Norte de Florianópolis. Nas imagens, uma mulher acusa um quiosque de ocupar grande parte do espaço da praia e impedir que banhistas utilizem livremente a areia, mesmo se tratando de uma área pública.
Segundo o relato, funcionários do estabelecimento identificado como Quiosque do Gui teriam afirmado que o espaço ocupado por mesas, cadeiras e guarda sóis seria exclusivo do quiosque, sob a justificativa de que existe pagamento de taxa à prefeitura para uso da área. A mulher contesta a alegação e afirma que ela e sua família não conseguiram colocar suas próprias cadeiras e tenda para permanecer na praia.
No vídeo, ela questiona quem seria o responsável pela área e relata que praticamente toda a faixa de areia estaria tomada por equipamentos do quiosque, inclusive em locais onde não havia clientes utilizando mesas ou cadeiras. Em tom de indignação, reforça diversas vezes que a praia é pública e que qualquer pessoa tem o direito de sentar na areia sem obrigação de consumir em estabelecimentos.
A legislação brasileira estabelece regras claras para esse tipo de situação. Bares e restaurantes só podem colocar mesas, cadeiras e guarda sóis na faixa de areia quando há autorização do poder público. Mesmo quando autorizados, os estabelecimentos devem respeitar limites definidos de acordo com a largura da faixa de areia, garantindo espaço livre para circulação e uso da população.
As normas também determinam que não é permitido cobrar pelo uso da praia nem exigir consumo mínimo para que alguém permaneça no local. A locação de cadeiras e guarda sóis é permitida, mas a montagem dos equipamentos só pode ocorrer após o cliente alugar e iniciar o uso. Não é permitido montar estruturas antecipadamente para reservar espaço, nem bloquear áreas da praia que não estejam sendo utilizadas.
As praias são bens públicos de uso comum do povo, e qualquer forma de privatização, restrição de acesso ou ocupação abusiva da faixa de areia é proibida. O caso em Canasvieiras reacende o debate sobre fiscalização e respeito às regras no litoral catarinense, especialmente durante a alta temporada, quando esse tipo de conflito se torna mais frequente.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da Prefeitura de Florianópolis sobre a situação específica registrada no vídeo. O espaço permanece aberto para manifestação do quiosque citado e dos órgãos responsáveis pela fiscalização.

