Um homicídio sob a ponte do Perequê, em Itapema (SC), mobilizou a Polícia Militar nas primeiras horas da manhã deste sábado (22). O corpo de um homem, ainda não identificado oficialmente, foi encontrado com múltiplas lesões provocadas por faca. A equipe do Jornal Razão esteve no local, onde uma moradora de rua afirmou ser a autora do crime e relatou ter agido após sofrer “estrupo”, segundo a própria versão dela.
A entrevista, registrada pelo repórter Bruno Damasceno, mostra a mulher – de identidade desconhecida – dizendo que estava em um grupo de pessoas bebendo e “comendo churrasquinho” quando outros presentes começaram a usar drogas. Ela reforça várias vezes que não usa entorpecentes.
Na transcrição da fala, a mulher conta que começou a beber e a situação “só foi pauleira”. Durante o relato, ela afirma que o homem a teria violentado sexualmente: “ele me estrupou”, diz. Segundo ela, a agressão teria sido o estopim para o crime.
Ela também declara que houve uma briga generalizada entre moradores de rua no local durante a madrugada. Em meio ao caos, diz ter sido ela a responsável pela morte: “eu que matei”.
O grupo, segundo seu relato, estava consumindo bebida alcoólica desde a noite anterior. Ela afirma que “todo mundo tava louco” e que houve confusão até perto da manhã.
O que diz a Polícia Militar
De acordo com o relatório da PM, a guarnição foi acionada às 06h30 desta sexta-feira para atender uma ocorrência de morte violenta sob a ponte do Perequê, na rua 321.
No local, os policiais encontraram o corpo de um homem com rigidez cadavérica, indicando que a morte havia ocorrido horas antes. O SAMU confirmou o óbito e identificou múltiplas lesões por arma branca na região do pescoço, tórax e braço.
A PM ouviu três testemunhas:
- Louineson Saint Vilus, morador de rua, que relatou ter visto a vítima pela última vez por volta das 21h30, após uma briga em um posto de combustíveis. Ele afirmou que encontrou a vítima ferida ao retornar ao abrigo sob a ponte, por volta das 23h, mas não chamou ajuda porque não possuía telefone.
- Mariela Fabrine Rei, que estava no local e indicou um possível autor conhecido como “Goldmann”.
- Felipe, companheiro de Mariela, foi quem ligou para a emergência pela manhã, mas deixou o local antes da chegada da PM.
O Instituto Geral de Perícias realizou os levantamentos e recolheu o corpo. A Polícia Civil dará sequência às investigações para identificar oficialmente a vítima, apurar a participação de cada envolvido e verificar a veracidade das versões apresentadas no local.
Até o momento, a identidade da vítima não foi confirmada.

