A operação mais letal da história do Rio de Janeiro, batizada de Operação Contenção, levou o governador Cláudio Castro (PL-RJ) a reunir, nesta quarta-feira (29), os chefes de Executivos estaduais para discutir medidas conjuntas de enfrentamento às facções criminosas. O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), se colocou à disposição para apoiar o estado fluminense.
A reunião, organizada no Palácio Guanabara, ocorre um dia após o confronto que terminou com 140 criminosos mortos, 4 policiais mortos, 83 presos, 111 fuzis apreendidos e dezenas de granadas e veículos roubados recuperados. O encontro também contou com a participação de governadores do Consórcio Sul-Sudeste (Cosud), que pretende pressionar o Congresso pela aprovação de um projeto de lei que equipara as ações de facções e milícias ao terrorismo.
Em suas redes sociais, Jorginho Mello prestou solidariedade às famílias dos agentes mortos e reafirmou o apoio do estado catarinense às forças fluminenses.
“Meus sentimentos aos familiares dos quatro agentes de segurança do Rio de Janeiro que perderam suas vidas na operação de ontem. Que o Rio de Janeiro e o governador Castro mantenham uma posição firme contra o crime. Santa Catarina se coloca à disposição como parceira, caso necessitem de reforços.”
Além da manifestação de solidariedade, o governador confirmou que irá ao Rio de Janeiro para discutir ações conjuntas contra o crime organizado. A visita será estratégica e faz parte de uma articulação dos governadores do Sul e Sudeste para fortalecer o combate às facções em nível nacional.
Durante a coletiva, Cláudio Castro defendeu a operação e rebateu críticas sobre o uso da força:
“Os governadores perceberam que a solução dos outros estados também passa pelo Rio de Janeiro. Estados que não sofrem hoje com problemas na segurança pública vão sofrer em muito pouco tempo. Todos perceberam a importância de resolver o Rio e prestaram apoio. Não vou cair na armadilha de politizar este momento.”
O clima no Rio segue tenso. As forças policiais continuam em operação nas comunidades da Penha e do Alemão, com reforço de efetivo e sobrevoo de helicópteros. Moradores relataram ainda a presença de corpos em áreas de mata, próximos à Praça da Inter e à Rua Getúlio Vargas.
Em Santa Catarina, por determinação do Coronel Emerson Fernandes, Comandante-Geral da PMSC, a corporação também prestou homenagem aos policiais mortos, determinando que as bandeiras das unidades fiquem a meio mastro por três dias.
Em nota, o Coronel Emerson destacou:
“Com coragem e compromisso, eles serão lembrados e honrados. Jamais sejam por nós esquecidos.”
O gesto reforça o espírito de irmandade entre as forças de segurança do país, em um momento em que o combate ao crime organizado mobiliza diversas regiões do Brasil.

