PROCON de SC intensifica combate a bebidas adulteradas com metanol após mortes em SP

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O PROCON de Santa Catarina (PROCON/SC) emitiu um alerta à população sobre os riscos de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, após o registro de três mortes e nove internações em São Paulo desde junho. A Diretoria de Relações e Defesa do Consumidor atua junto à Polícia Federal e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para identificar possíveis casos no estado.

“Na hora de consumir algum produto, verifique a embalagem ou se há erros de português no rótulo. Isso são indícios de bebidas falsificadas. Tendo qualquer sintoma, além de procurar um médico, denuncie ao PROCON/SC! Estaremos recebendo essas informações para apurar todos os casos”, orientou a delegada Michele Alves, diretora do órgão.


Distribuição pode ultrapassar São Paulo

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (30), o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que “tudo indica que existe distribuição para além do estado de São Paulo”. A Polícia Federal já investiga a possível rede de fabricação e comercialização.

De acordo com o Ministério da Justiça, os casos chamam atenção por atingirem diferentes tipos de bebidas, como gin, uísque e vodka, o que sugere um padrão inédito de adulteração.

metanol é altamente tóxico e sua ingestão pode levar à cegueira, falência múltipla de órgãos e morte. Como não possui cheiro nem sabor, não é possível detectá-lo sem análise laboratorial.


Como identificar possíveis falsificações

O PROCON/SC orienta os consumidores a observarem os seguintes sinais de alerta:

  • Preço muito abaixo do mercado;
  • Ponto de venda informal (sem registro ou nota fiscal);
  • Erros de ortografia no rótulo ou impressão desalinhada;
  • Ausência de CNPJ, lote ou validade;
  • Lacre violado ou garrafa com rebarbas;
  • Alteração de cor ou turvação em bebidas transparentes.

Mesmo que a embalagem pareça correta, é importante comprar apenas em locais confiáveis e exigir a nota fiscal.


Sintomas de intoxicação por metanol

Os sintomas costumam aparecer entre 6 e 12 horas após o consumo:

  • Visão turva ou embaçada;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Náusea e vômito;
  • Dor abdominal;
  • Dificuldade para respirar;
  • Sonolência e confusão mental.

Diante de qualquer suspeita, o consumidor deve buscar atendimento médico imediato e denunciar o caso ao PROCON/SC.


Canais de denúncia e emergência

PROCON/SC: (48) 3665-9046 — atendimento virtual Catarina
Zap Denúncia: (48) 3665-9057
Disque-Intoxicação (Anvisa): 0800 722 6001
Centro Toxicológico de SC: 0800-643-5252 ou (48) 3721-9083
CCI-SP (atendimento nacional): 0800-771-3733


Fiscalização e combate em SC

O PROCON/SC informou que tem reforçado fiscalizações em todo o estado, incluindo inspeções em medicamentos, vestuário, brinquedos e bebidas alcoólicas. Em novembro, será realizado um treinamento com fiscais municipais para ampliar o combate à falsificação.

A delegada Michele Alves, também vice-presidente do Colegiado Nacional dos Procons Estaduais (CNPE), afirmou que o tema está sendo tratado nacionalmente para criar padrões de rastreabilidade e controle.


Orientações aos fornecedores

A Senacon emitiu uma nota técnica com medidas preventivas a bares, restaurantes, hotéis, distribuidoras e plataformas de e-commerce:

  • Compre apenas de fornecedores formais com CNPJ ativo;
  • Exija nota fiscal válida e confira o número no site oficial;
  • Verifique marca, teor alcoólico, volume e lote;
  • Recuse garrafas violadas ou rótulos de baixa qualidade;
  • Não reenvase ou reutilize garrafas;
  • Registre dupla conferência no recebimento das mercadorias.

Caso seja identificada uma suspeita, a recomendação é suspender imediatamente a vendapreservar as amostras e informar ao PROCON/SC.


Denuncie e ajude a combater o risco

O PROCON/SC reforça que a adulteração de bebidas é crime e que a colaboração da população é essencial para impedir novas ocorrências. Qualquer pessoa que desconfie de um produto deve denunciar pelo telefone 151 ou via WhatsApp.

“A prevenção começa no olhar do consumidor. Só com denúncias poderemos agir rápido e evitar mais tragédias”, conclui Michele Alves.

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